28 Anos Depois: Ralph Fiennes Solta Spoilers Insanos de Templo dos Ossos
Segura o hype, nerd! Se você, assim como nós aqui da cozinha do Telinha e Telona , passou as últimas duas décadas traumatizado com a cena do olho sendo perfurado (só quem viveu sabe!) e morrendo de medo de qualquer pessoa correndo na sua direção em um aeroporto vazio, pode comemorar: o universo dos zumbis velocistas está de volta. E não estamos falando de qualquer retorno, mas sim da trilogia que começa com o aguardadíssimo 28 Anos Depois. A novidade da vez veio diretamente da boca de ninguém menos que Lord Voldemort… ops, Ralph Fiennes! O ator britânico decidiu chutar o balde do segredo e revelou detalhes suculentos sobre a trama, especificamente sobre a segunda parte dessa nova saga, intitulada The Bone Temple (ou Templo dos Ossos).

Prepare o seu kit de sobrevivência e venha conferir tudo o que descobrimos sobre essa produção que promete reinventar o terror britânico mais uma vez.
O “Bom Doutor” e o Renascimento da Raiva
Vamos direto ao que interessa: o que Ralph Fiennes falou? Em entrevistas recentes circulando pela web, o ator deu com a língua nos dentes sobre o enredo que conecta 28 Anos Depois à sua sequência direta. Fiennes interpretará um médico no norte da Inglaterra, descrito como um sujeito “bastante honrado”, mas que carrega aquela aura de excentricidade que a gente adora ver no cinema. Segundo o ator, a trama gira em torno de um jovem garoto — que descobrimos ser o personagem Spike, vivido pelo ator mirim Alfie Williams — que está desesperado para encontrar ajuda para sua mãe moribunda.

Imagine o cenário: a Grã-Bretanha está há quase três décadas convivendo (ou morrendo) com o vírus da raiva. O garoto carrega a mãe através de um terreno inóspito, cheio de perigos e infectados furiosos, até encontrar a casa desse médico solitário. É aquela clássica jornada do herói, mas com a sujeira e o desespero visceral que só Danny Boyle e Alex Garland sabem criar.

Fiennes ainda soltou uma bomba temática que deve ser o coração emocional de 28 Anos Depois e sua continuação: a “humanidade inata”. Ele descreveu uma cena específica, ambientada em um trem, onde uma mulher infectada — sim, uma daquelas criaturas raivosas e sanguinárias — entra em trabalho de parto. E o bebê? Nasce completamente saudável e não infectado. Isso levanta a questão filosófica que deve permear a nova trilogia: até onde vai a corrupção do vírus? Existe algo de humano que permanece na alma daquelas criaturas? É o tipo de profundidade que separa esta franquia de um filme de zumbi genérico de Hollywood.
A Trilogia: Danny Boyle Passa o Bastão
Você achou que 28 Anos Depois era um filme solo? Achou errado, otário! (Com todo respeito, claro). O projeto é tão ambicioso que já nasceu como uma trilogia confirmada. E aqui entra a dança das cadeiras na direção que está deixando os cinéfilos malucos.
O primeiro filme, que chega aos cinemas em junho de 2025, marca a reunião lendária da dupla original: Danny Boyle na direção e Alex Garland no roteiro. É o “Dream Team” do apocalipse britânico reunido novamente. Porém, a sequência imediata, The Bone Temple, que foi filmada simultaneamente (back-to-back, como dizem na gringa), terá a direção de Nia DaCosta.

Se você não ligou o nome à pessoa, Nia DaCosta é a mente brilhante por trás do reboot de A Lenda de Candyman e de As Marvels. A escolha de DaCosta para dirigir a sequência de 28 Anos Depois é um movimento genial. Ela já provou que sabe lidar com horror social e com grandes orçamentos. Segundo os boatos de bastidores, a visão dela para o segundo filme é “esquisita e deliciosa”, trazendo um tom diferente do realismo sujo de Boyle, mas mantendo a brutalidade do roteiro de Garland.
E o terceiro filme? Bem, o plano é que Danny Boyle retorne para fechar a trilogia com chave de ouro (e provavelmente muito sangue), mas isso ainda depende da recepção dos dois primeiros longas.
O Retorno de Cillian Murphy: Jim Está Vivo?
Essa é a pergunta de um milhão de dólares (ou de libras esterlinas). Cillian Murphy, que foi catapultado ao estrelato mundial como o entregador Jim no original de 2002, está confirmado na produção executiva de 28 Anos Depois. Mas a gente quer saber é se ele vai aparecer na tela!
As notícias mais recentes são de aquecer o coração: SIM! Jim vai aparecer. Mas calma, respira. A participação dele em 28 Anos Depois (o primeiro filme) deve ser mínima, talvez algo como uma “coda” ou um epílogo que prepara o terreno para o futuro. A grande virada é que Jim deve ter um papel central no terceiro filme da trilogia.

Pense nisso como a estrutura da nova trilogia de Star Wars (só que boa, esperamos). O foco inicial será na nova geração — o garoto Spike, interpretado por Alfie Williams, e o personagem de Aaron Taylor-Johnson — com os veteranos como Jim servindo de elo lendário com o passado. É a passagem de tocha, feita do jeito certo.
Inovação Tecnológica: Do DV Cam ao iPhone 15
Aqui entra um detalhe técnico que é puro suco de cultura geek e que mostra como a franquia 28 Anos Depois respeita suas raízes. Lembra como o filme original tinha aquela imagem granulada, meio documental? Isso aconteceu porque Danny Boyle filmou tudo com câmeras digitais Canon XL-1, que eram semi-profissionais na época. Aquilo revolucionou a estética do terror, dando uma urgência e um realismo que o 35mm polido não conseguia entregar.
Para 28 Anos Depois, Boyle e seu diretor de fotografia, Anthony Dod Mantle, decidiram repetir a dose de ousadia. O filme foi gravado parcialmente usando iPhones 15 Pro Max! Sim, o mesmo aparelho que você usa para postar foto do seu almoço no Instagram está sendo usado para filmar uma superprodução de 75 milhões de dólares.
Mas não pense que é algo amador. Os caras adaptaram lentes gigantescas de cinema nos smartphones, criaram rigs (suportes) insanos e usaram a tecnologia para capturar ângulos impossíveis. A ideia é manter aquela textura “suja” e imediata que define a franquia. É a tecnologia moderna a serviço da nostalgia estética. Se isso não é genialidade nerd, eu não sei o que é.
O Culto dos “Jimmys” e o Vilão Jack O’Connell
Enquanto Ralph Fiennes brinca de médico bonzinho (ou não), temos uma ameaça humana que promete ser pior que os infectados. Em The Bone Temple, sequência de 28 Anos Depois, somos apresentados a uma seita bizarra liderada pelo personagem de Jack O’Connell.
O personagem de O’Connell é descrito como “Sir Jimmy Crystal”, líder de um culto chamado “The Jimmys”. E aqui vai uma curiosidade mórbida que descobrimos na pesquisa: o nome e o estilo do culto parecem ser uma referência macabra a figuras controversas da cultura britânica, misturando idolatria pop com sadismo pós-apocalíptico.
A sinopse sugere que, no mundo de 28 Anos Depois, os infectados deixaram de ser a única ameaça. A “desumanidade dos sobreviventes” tomou conta. O confronto entre o garoto Spike e o culto de Jimmy Crystal será, segundo Fiennes, “um pesadelo do qual ele não consegue escapar”. Jack O’Connell, que já mostrou ser um ator de intensidade absurda em Invencível e O Amante de Lady Chatterley, tem tudo para entregar um dos vilões mais detestáveis e carismáticos do ano.
Por Que Estamos Tão Hipados?
Vamos ser sinceros: o subgênero de zumbis ficou saturado. Tivemos The Walking Dead se arrastando por anos, dezenas de filmes genéricos e pouca inovação. Mas a franquia iniciada por Danny Boyle é diferente. Ela inventou o “zumbi que corre”. Ela trouxe o subtexto político e social para o primeiro plano.
O retorno dessa equipe para 28 Anos Depois não é apenas um caça-níquel. Com Alex Garland escrevendo os três roteiros, existe uma coesão narrativa que falta em muitos universos cinematográficos hoje em dia. Garland, que recentemente nos entregou o perturbador Guerra Civil, não brinca em serviço quando o assunto é colapso social.
Aqui vai um resumo do que esperar dessa nova fase:
- Terror Visceral: A volta da estética suja e urgente.
- Elenco de Peso: Ralph Fiennes, Jodie Comer, Aaron Taylor-Johnson e Jack O’Connell.
- Filosofia: A discussão sobre o que nos torna humanos em meio à barbárie.
- Conexão: O retorno gradual de Cillian Murphy como o icônico Jim.
O Veredito do Telinha e Telona
Ainda falta um tempinho para a estreia, mas as peças que estão sendo reveladas sobre 28 Anos Depois e Templo dos Ossos formam um quebra-cabeça promissor. Ralph Fiennes não entraria em um projeto desses se o roteiro não fosse denso e desafiador. A mistura de diretores com visões distintas (Boyle e DaCosta) sob a batuta narrativa de Garland sugere que teremos uma trilogia dinâmica, que não tem medo de arriscar.

Se o primeiro filme redefiniu o horror nos anos 2000, 28 Anos Depois tem a missão de redefinir o que esperamos de um “legacy sequel” na década de 2020. Não queremos apenas fan service; queremos sentir medo, queremos sentir a adrenalina da perseguição e, acima de tudo, queremos ver como o mundo mudou (ou não) após quase três décadas de raiva.
E você? Está pronto para correr de novo? Porque, lembre-se: no universo de 28 Anos Depois, cardio é a regra número um de sobrevivência. Deixe nos comentários suas teorias sobre o papel do Cillian Murphy e se você acha que Ralph Fiennes é confiável ou se ele vai virar um vilão no final (afinal, velhos hábitos morrem difícil, né?).
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