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Wicked: Parte 2 – Nova Imagem Mostra Elphaba Diante da Casa de Dorothy em Momento Crucial

Dorothy

Wicked: Parte 2 – Nova Imagem Mostra Elphaba Diante da Casa de Dorothy em Momento Crucial

Cada nova imagem de Wicked: Parte Dois é um evento, mas a mais recente, divulgada com exclusividade, é talvez a mais carregada de significado até agora. Nela, não vemos o brilho da Cidade das Esmeraldas ou o glamour de Glinda. Vemos a tragédia em sua forma mais pura. Cynthia Erivo, como uma Elphaba totalmente transformada na Bruxa Má do Oeste, está parada em meio aos destroços, encarando a icônica casa de fazenda que caiu do céu, esmagou sua irmã, Nessarose, e mudou para sempre o destino de Oz.

Esta imagem captura um dos momentos mais cruciais e sombrios de toda a saga. É o ponto de inflexão, o instante de luto e fúria que antecede o primeiro e fatídico encontro de Elphaba com Dorothy Gale. A cena é um microcosmo da jornada de Elphaba: uma mulher incompreendida, constantemente atingida pela tragédia, que é forçada a reagir de uma maneira que o mundo ao seu redor interpretará como pura maldade. Analisar essa imagem é mergulhar no coração da dor de Elphaba e entender o que a levará ao seu confronto final.

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Analisando a Cena: O Luto e a Fúria

A composição da imagem é uma aula de narrativa visual, transmitindo uma avalanche de emoções sem uma única palavra.

  • Elphaba, a Enlutada: Pela primeira vez, vemos Elphaba em seu traje completo de “Bruxa Má” em um contexto de vulnerabilidade. Seu corpo está tenso, sua postura é de alguém que acabou de receber um golpe devastador. Ela não está ali como uma vilã de conto de fadas, mas como uma irmã que acabou de perder o último membro de sua família de uma forma bizarra e horrível. Sua expressão, que podemos imaginar ser uma mistura de choque, dor e raiva crescente, é o centro emocional da cena. É o luto que a alimenta.
  • A Casa como um Símbolo: A casa de fazenda, filmada em preto e branco para homenagear o filme de 1939, é um objeto alienígena em meio às cores vibrantes de Oz. Ela representa a intrusão, o caos, o mundo exterior invadindo e destruindo. Para Elphaba, aquela casa não é apenas um objeto; é a personificação da injustiça que a perseguiu por toda a vida. É mais uma prova de que o universo parece conspirar para tirar tudo dela.
  • Os Sapatinhos de Rubi: Sob a casa, vemos o detalhe mais importante: os brilhantes sapatinhos de rubi nos pés de Nessarose. Para Elphaba, esses sapatos não são um prêmio mágico. Eles são a última lembrança de sua irmã, um objeto que ela mesma encantou para dar a Nessa a capacidade de andar. Eles representam seu amor, seu poder usado para o bem, e agora, eles foram roubados. A busca de Elphaba pelos sapatos, que o mundo verá como um ato de ganância, é, na verdade, um ato de luto, uma tentativa desesperada de recuperar a última peça de sua irmã.

Esta cena estabelece a motivação de Elphaba para o resto do filme. Sua “perseguição” a Dorothy não é sobre poder; é sobre justiça familiar e luto. Ela não quer machucar a garota; ela quer o que é seu por direito, a última conexão com a irmã que ela amava, apesar de todas as suas complexidades.

O Contexto da Cena na Trama de Wicked

Este momento ocorre logo após a chegada de Dorothy em Oz. No musical, a notícia da morte da Bruxa Má do Leste é celebrada pelo povo de Oz em uma grande festa liderada por Glinda (“Ding-Dong! The Witch Is Dead”). É no meio dessa celebração que Elphaba chega, apenas para descobrir que sua irmã está morta e que Glinda, sua melhor amiga, deu os sapatos de Nessa para a garota estranha que a matou.

É uma cena de traição e confronto triplo:

  1. Elphaba vs. Oz: O povo de Oz, que a teme e a odeia, agora celebra a morte de sua irmã. Isso solidifica seu status como uma pária completa, uma inimiga do estado.
  2. Elphaba vs. Glinda: A decisão de Glinda de dar os sapatos a Dorothy é, aos olhos de Elphaba, uma traição imperdoável. É o momento em que a amizade delas parece se romper de vez. Glinda, tentando manter a paz e proteger Dorothy, acaba ferindo profundamente a pessoa que mais importava para ela.
  3. Elphaba vs. O Destino: A chegada da casa é um evento tão aleatório e cruel que solidifica a visão de mundo de Elphaba de que o universo é injusto e que nenhuma boa ação fica impune (“No Good Deed”). É o ponto de não retorno, o momento em que ela abraça plenamente sua reputação de “má” porque o mundo não lhe deu outra escolha.

A imagem captura o silêncio antes dessa tempestade de confrontos. É Elphaba processando a tragédia antes de canalizar sua dor em fúria.

A Transformação Final em “Bruxa Má do Oeste”

Até este ponto da história, Elphaba tem sido uma rebelde, uma fugitiva. Ela tem lutado contra o sistema, mas ainda havia uma parte dela que esperava por justiça, por compreensão. A morte de Nessarose é o que a empurra para o abismo.

É após este evento que ela canta a poderosa e furiosa canção “No Good Deed”. Na letra, ela lamenta que todas as suas tentativas de fazer o bem resultaram em desastre. Ela tentou salvar os Animais, e foi marcada como inimiga. Ela tentou salvar Fiyero, e ele (aparentemente) foi morto. Ela deu à sua irmã a capacidade de andar, e agora ela está morta.

Cansada de lutar contra a maré, ela toma uma decisão: se o mundo quer uma bruxa má, então é isso que ela será. “Tudo bem, chega de ser a filha do pastor, a missionária incompreendida”, ela canta. “De agora em diante, eu serei má”.

A imagem que vemos é a personificação visual desse momento. O traje preto, o chapéu pontudo, a expressão sombria – não é mais um disfarce. É a identidade que ela escolhe abraçar, uma armadura forjada pela dor para se proteger de mais sofrimento. Ela se torna a “Bruxa Má do Oeste” não por natureza, mas por necessidade, uma criação trágica das circunstâncias e da crueldade do mundo.

O Que Isso Significa Para o Encontro com Dorothy?

A cena prepara o terreno para o primeiro encontro entre Elphaba e Dorothy. Quando Elphaba finalmente confronta a garota do Kansas, não será um encontro entre uma vilã e uma heroína. Será um encontro entre uma mulher enlutada e a causa acidental de sua dor.

Elphaba não vê Dorothy como uma inimiga a ser destruída, mas como um obstáculo, uma criança confusa que está no caminho do que ela quer: os sapatos de sua irmã. Sua raiva não é direcionada a Dorothy pessoalmente, mas a todo o sistema que permitiu que essa tragédia acontecesse – o Mágico, Glinda, o próprio destino.

Essa perspectiva é o que torna Wicked tão genial. Ele pega uma cena que conhecemos de cor – a Bruxa Má ameaçando Dorothy – e a vira de cabeça para baixo, enchendo-a de uma nova camada de pathos e complexidade.

A nova imagem de Wicked: Parte Dois é um lembrete poderoso de que esta não é uma história sobre o bem contra o mal. É uma tragédia sobre duas amigas separadas pelo destino, e sobre como a história é escrita pelos vencedores. A foto de Elphaba diante da casa de Dorothy não é a imagem de uma vilã planejando sua vingança. É a imagem de uma mulher no ponto mais baixo de sua vida, prestes a tomar uma decisão que a definirá para sempre aos olhos de um mundo que nunca se deu ao trabalho de entender sua dor. É um momento de silêncio antes da tempestade, e promete que a conclusão da saga será tão devastadora quanto espetacular.

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Apaixonado por filmes, séries e cultura pop. No Telinha e Telona, compartilho análises, curiosidades e novidades do mundo do entretenimento de forma leve e descontraída.

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