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Supergirl: Trailer traz Lobo, porradaria e o lado punk do DCU

Supergirl: Trailer traz Lobo, porradaria e o lado punk do DCU

image-357 Supergirl: Trailer traz Lobo, porradaria e o lado punk do DCU

A espera acabou, nerds! Se você achava que a nova era do Universo DC nos cinemas seria apenas sobre escoteiros voadores e sorrisos de esperança, é melhor preparar o fígado e o cinto de utilidades. O primeiro trailer de Supergirl aterrisou entre nós com a sutileza de um meteoro de kryptonita, provando que James Gunn e Peter Safran não estão para brincadeira. Esqueça tudo o que você sabe sobre a prima do Superman das séries de TV ou das versões mais “clean” dos quadrinhos. A Kara Zor-El que vemos aqui é rock’n’roll, traumatizada e, francamente, a heroína que a gente precisava e não sabia.

Com uma estética visual de cair o queixo e uma trilha sonora que já virou vício, a prévia nos apresenta a uma Supergirl que troca a Fortaleza da Solidão por bares galácticos duvidosos. E acredite: a internet não está sabendo lidar com a mistura de melancolia, sci-fi raiz e a presença confirmadíssima de um certo mercenário czarniano que todos nós sonhávamos em ver. Vamos destrinchar cada frame dessa obra-prima caótica? Pegue sua bebida (se for maior de idade, claro) e vem com a gente!

Uma Aniversariante Nada Convencional

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O trailer já abre chutando o balde da normalidade. Estamos acostumados a ver heróis celebrando seus poderes, mas aqui vemos Kara Zor-El, interpretada pela fantástica Milly Alcock (A Casa do Dragão), em seu 23º aniversário. Mas não espere bolo e velinhas em Smallville. A garota está bebendo através da galáxia, visivelmente de saco cheio do universo, ao som do clássico “Call Me” do Blondie. Essa escolha musical não é apenas estética; ela dita o ritmo frenético e meio “sujo” que o diretor Craig Gillespie (CruellaEu, Tonya) imprimiu no filme.

Diferente do Superman de David Corenswet, que veremos em 2025 esbanjando otimismo, a Supergirl é apresentada como uma “heroína relutante”. O vídeo deixa claro que ela não pediu para ser a salvadora de ninguém. Em uma das cenas mais comentadas, vemos Krypto, o Supercão, fazendo algo impensável: urinando em uma cópia do Planeta Diário com a foto do Superman na capa. É irreverente, é punk e é uma declaração de intenções: este filme não vai pedir licença para o legado do Homem de Aço.

Mas a bebedeira tem hora para acabar. A trama engrena quando Kara conhece Ruthye Marye Knoll (vivida pela jovem Eve Ridley), uma garota alienígena que carrega uma missão de vingança. É a clássica jornada “lobo solitário e filhote”, mas com superpoderes capazes de destruir luas. A química entre a Supergirl cínica e a jovem determinada parece ser o coração pulsante do longa.

Pancadaria Cósmica e Visuais de Cair o Queixo

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Se tem uma coisa que o a gente ama, é ver super-herói usando seus poderes de forma criativa, e o trailer entrega isso com força total. Em um take final que já virou GIF em todos os grupos de WhatsApp, vemos a Supergirl dizimando um grupo de inimigos com um único movimento fluido e brutal. Não é aquela luta coreografada de dança; é força bruta misturada com a raiva de quem perdeu tudo.

A fotografia do filme merece um parágrafo à parte. Enquanto muitos filmes de herói recentes sofreram com o visual “tela verde lavada”, Supergirl parece abraçar o sci-fi colorido e estranho. Vemos vislumbres da destruição de Krypton — um trauma que define essa versão da personagem — e paisagens alienígenas que parecem pinturas a óleo em movimento. Isso não é coincidência: o filme é fortemente inspirado na HQ Supergirl: A Mulher do Amanhã (Woman of Tomorrow), escrita por Tom King e desenhada pela genial brasileira Bilquis Evely. A estética onírica e grandiosa dos quadrinhos parece ter sido traduzida com fidelidade para a tela grande.

Lobo: O Sonho Nerd Realizado

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PAREM AS MÁQUINAS! Sim, aconteceu. O trailer nos deu o primeiro vislumbre oficial de Jason Momoa como Lobo. Depois de anos de especulação, fan-casts e do próprio Momoa dando pistas de que seu tempo como Aquaman tinha acabado para dar lugar a algo “mais a sua cara”, ele está lá. O Maioral. O flagelo do cosmos.

A aparição é rápida, mas impactante. Momoa surge com a maquiagem branca, o visual motoqueiro espacial e aquela atitude de quem vai causar problemas sérios. A dinâmica entre o Lobo e a Supergirl promete ser explosiva. Nos quadrinhos, Lobo é um caçador de recompensas (e mercenário) que cruza o caminho de Kara e Ruthye. Ver Momoa, que nasceu para interpretar esse papel, trocando socos e insultos com a Kara de Milly Alcock é, sem dúvida, um dos pontos altos que aguardamos ansiosamente para 2026. É a prova de que o DCU de Gunn está disposto a abraçar o lado mais bizarro e violento da editora.

Kara vs. Kal-El: A Diferença Está na Criação

Durante a coletiva de imprensa para o lançamento do trailer, Milly Alcock e o diretor Craig Gillespie tocaram em um ponto crucial que define a alma deste filme: a diferença fundamental entre Kara e seu primo famoso.

“Tudo se resume à criação deles”, explicou Alcock. Enquanto Kal-El (Superman) foi enviado para a Terra ainda bebê e criado pelos amorosos Ma e Pa Kent em uma fazenda idílica no Kansas, Kara não teve essa sorte. Ela foi criada em um pedaço de rocha flutuante, sobrevivendo à destruição de seu mundo e vendo todos que amava morrerem.

Essa Supergirl carrega o peso do luto. Ela se lembra de Krypton. Ela se lembra dos rostos, da cultura, da perda. O Superman é um herói porque ele foi ensinado a ser bom; a Supergirl é uma heroína apesar de ter todas as razões do mundo para não ser. Essa nuance psicológica (“bagagem e demônios”, como disse Gillespie) transforma o filme em algo mais profundo do que uma simples aventura espacial. É um estudo de personagem sobre trauma e superação, mas com lasers e naves espaciais.

O Elenco e a Equipe por Trás da Mágica

Além de Alcock e Momoa, o filme reúne um time de peso que mistura talento dramático com experiência em blockbusters. A direção de Craig Gillespie é uma escolha inspirada. Se você viu Eu, Tonya, sabe que ele consegue humanizar personagens “difíceis” e misturar humor ácido com drama real. O roteiro fica por conta de Ana Nogueira, que já está com a moral alta na Warner, escrevendo também o filme dos Jovens Titãs.

Confira a lista dos principais nomes confirmados e seus papéis:

  • Milly Alcock como Kara Zor-El / Supergirl: A nossa protagonista badass.
  • Eve Ridley como Ruthye Marye Knoll: A coprotagonista que busca vingança pela morte do pai.
  • Matthias Schoenaerts como Krem das Colinas Amarelas: O vilão da história, responsável pela tragédia que move Ruthye (e que promete dar muito trabalho).
  • Jason Momoa como Lobo: O mercenário que amamos odiar (ou só amamos mesmo).
  • David Krumholtz como Zor-El: O pai biológico de Kara.
  • Emily Beecham como Alura In-Ze: A mãe de Kara.
  • Ferdinand Kingsley como Elias Knoll: O pai de Ruthye.

Por Que Este Filme Importa para o Futuro do DCU?

O trailer de Supergirl faz mais do que vender um filme; ele vende a promessa do Capítulo 1 do DCU: “Deuses e Monstros”. James Gunn disse que cada projeto teria sua própria identidade visual e tonal, e este trailer é a prova cabal disso. Enquanto Superman (2025) parece ser uma carta de amor aos clássicos, Supergirl (2026) é uma ópera espacial moderna, suja e vibrante.

A aposta em adaptar A Mulher do Amanhã demonstra um respeito enorme pelo material fonte moderno. A HQ de Tom King é considerada uma das melhores histórias da personagem em todos os tempos, justamente por tirá-la da sombra do primo e dar a ela uma agência própria e uma personalidade distinta. Ao trazer isso para o cinema, a DC evita o erro comum de fazer da Garota de Aço apenas uma “versão feminina do Superman”. Ela é sua própria entidade, com seus próprios problemas (e, aparentemente, uma tolerância ao álcool questionável).

O Veredito

Estamos hipnotizados. O trailer entrega tudo o que um fã poderia querer: fidelidade estética aos quadrinhos, uma atuação que promete ser icônica de Milly Alcock e a injeção de adrenalina que é Jason Momoa como Lobo. A mistura de humor, tragédia e ação desenfreada coloca Supergirl imediatamente no topo da nossa lista de “filmes mais aguardados”.

Se o filme mantiver a energia caótica e emocionante deste primeiro vislumbre, estamos diante de um clássico instantâneo do gênero de super-heróis. A Supergirl não veio para brincar, e nós mal podemos esperar para vê-la voar (e descer a porrada) nos cinemas em junho de 2026. Até lá, vamos rever esse trailer mais umas 50 vezes, porque cada frame é uma obra de arte.

E você, o que achou da estreia da Kara? O Lobo está como você imaginava? O Krypto mijando no jornal foi demais? Deixe sua opinião nos comentários e continue ligado no telinha e telona para mais novidades do universo geek!

veja o trailer

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Apaixonado por filmes, séries e cultura pop. No Telinha e Telona, compartilho análises, curiosidades e novidades do mundo do entretenimento de forma leve e descontraída.

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