Anaconda: Trailer Final Traz Ice Cube, Selton Mello e Caos Metalinguístico!
Se tem uma coisa que a gente aprendeu nas tardes de domingo assistindo ao “Cinema em Casa”, é que quando você entra na selva amazônica com uma equipe de filmagem, as chances de virar lanche de réptil sobem para 100%. Mas esqueça tudo o que você sabe sobre filmes de monstros sérios (ou que tentam ser). O novo Anaconda chegou chutando a porta com seu trailer final, e meus amigos, a cobra vai fumar — literalmente e metaforicamente!

Nós do Telinha e Telona dissecamos cada frame desse novo material divulgado, que não só confirma o tom de comédia e terror que a gente esperava, mas entrega o fan service supremo que fará qualquer criança dos anos 90 gritar: o retorno triunfal de Ice Cube! Pegue sua pipoca (e seu repelente), porque vamos mergulhar nas entranhas dessa fera.
A Metalinguagem Devora a Franquia (No Bom Sentido)
Primeiro, vamos ao que o vídeo nos mostrou. Não estamos lidando com um remake qualquer. A Sony Pictures decidiu abraçar a galhofa e a genialidade com uma abordagem “meta”. Jack Black e Paul Rudd não são apenas exploradores aleatórios; eles interpretam Doug e Griff, dois amigos de infância obcecados pelo filme original de 1997. Sim, no universo deste novo Anaconda, o filme clássico da J-Lo e do Jon Voight existe!
A premissa é tão absurda que dá a volta e fica genial: Doug e Griff, passando por aquela crise de meia-idade básica, decidem refazer o filme favorito deles na Amazônia real. O problema? A natureza não leu o roteiro. O trailer final mostra a transição hilária de “produção amadora com câmera na mão” para “terror de sobrevivência real” quando uma Anaconda gigante — e bota gigante nisso — decide fazer uma participação especial não solicitada.

A química entre Jack Black e Paul Rudd salta da tela. Vê-los discutindo ângulos de câmera enquanto correm de um predador pré-histórico é o tipo de ouro da comédia que a gente precisava e não sabia. É como se Trovão Tropical tivesse um filho com Jurassic Park, criado pela tia louca dos filmes B.
O Retorno do Rei: Ice Cube Está de Volta!
A grande bomba do trailer, que fez a redação aqui do Telinha perder a compostura, foi o momento final. Depois de muita correria, gritos e piadas sobre o tamanho da cobra (clássico), eis que surge ele: Ice Cube!
No filme original, ele interpretou Danny Rich, o cinegrafista que, contra todas as probabilidades (e as leis da física daquele filme), sobreviveu. O trailer mantém um certo mistério: ele está interpretando o personagem Danny Rich que voltou à selva? Ou, seguindo a vibe meta do filme, ele está interpretando o próprio Ice Cube, que aparece para salvar (ou zoar) os fãs que estão tentando refazer seu filme?
Pela fala dele no trailer — “Eu disse para não mexerem com essa m*rda” — sentimos aquela energia de veterano cansado que só o Cube consegue entregar. A presença dele é o selo de aprovação que conecta a nostalgia da “Sessão da Tarde” com essa nova roupagem moderna. É o *fan service* feito do jeito certo: não apenas um easter egg escondido, mas uma parte integrante da trama.
Selton Mello: O Brasil no Mapa de Hollywood
Parem as máquinas! Precisamos falar sobre o orgulho nacional. Se você piscou, talvez tenha perdido, mas o trailer destaca nosso patrimônio brasileiro: Selton Mello.
Sim, o diretor e ator de O Auto da Compadecida está no elenco principal! Ele interpreta Santiago Braga, um manipulador de cobras (ou seria um guia local com segredos sombrios?) que cruza o caminho da dupla de protagonistas. Ver Selton Mello trocando diálogos com Paul Rudd e Jack Black em uma superprodução de Hollywood sobre uma Anaconda gigante é o tipo de linha do tempo bizarra e maravilhosa em que queremos viver.
A presença de Selton adiciona uma camada extra de autenticidade (afinal, o filme se passa na “nossa” Amazônia) e mostra que o talento brasileiro está conquistando cada vez mais espaço em produções de alto orçamento. E cá entre nós, ele tem cara de quem vai roubar a cena — ou, pelo menos, saber lidar com a cobra melhor que os gringos.
Por Que Essa Abordagem “Meta” Funciona?
Você pode estar se perguntando: “Mas precisava transformar Anaconda em comédia?”. A resposta curta é: sim. A resposta longa envolve entender o lugar da franquia na cultura pop.
O filme de 1997 nunca foi uma obra-prima do cinema arte. Foi massacrado pela crítica na época (41% no Rotten Tomatoes, mas quem se importa?), mas ganhou status de cult justamente por ser exagerado, ter efeitos visuais duvidosos (aquela cobra gritando ainda assombra meus sonhos) e atuações deliciosamente canastras de Jon Voight. Tentar fazer um reboot sério e sombrio em 2025 seria um erro. Ninguém levaria a sério.
Ao abraçar o ridículo e a paixão dos fãs, o diretor Tom Gormican (o mesmo gênio por trás de O Peso do Talento, aquele filme meta do Nicolas Cage) acerta em cheio. Ele entende que nós rimos com o filme, não apenas do filme. Essa nova produção parece ser uma carta de amor aos “filmes de criatura” dos anos 90, validando a diversão despretensiosa que eles proporcionavam.
O Que Aprendemos com o Trailer e Pesquisas:
Para garantir que você chegue ao cinema (ou ao streaming) sabendo de tudo, fizemos aquela varredura completa na web e trouxemos detalhes que talvez você não tenha pescado:
- A Trilha Sonora: O trailer usa um remix orquestral e tenso de… “Anaconda”, da Nicki Minaj. Sim, eles foram lá e fizeram isso. A música, que sampleia “Baby Got Back”, fecha o ciclo de referências pop de forma magistral.
- O Elenco de Apoio: Além do trio principal, temos Steve Zahn (o rei dos coadjuvantes carismáticos) e Thandiwe Newton (Westworld), elevando o nível da atuação. Daniela Melchior (O Esquadrão Suicida) também está no time, garantindo que o elenco seja estelar.
- Efeitos Práticos vs. CGI: Em entrevistas recentes, o diretor mencionou o uso de animatrônicos reais misturados com CGI. Isso é uma homenagem direta à cobra robótica original, que vivia quebrando no set de 1997, mas que dava uma textura física que o CGI puro não consegue replicar. Espere ver gosma real voando na cara dos atores.
- A Conexão Chinesa: Curiosidade rápida! Em 2024, saiu um remake chinês de Anaconda. Muita gente confundiu os trailers na época. Aquele era uma produção mais “séria” (e cheia de ação desenfreada). Este novo filme da Sony é a versão hollywoodiana focada na comédia e na metalinguagem. Não confunda as cobras!
Expectativas: Vai Ser Bom ou “Tão Ruim Que É Bom”?
A linha entre o fracasso e o sucesso cult é tênue, especialmente quando falamos de cobras gigantes. Mas tudo indica que este novo Anaconda está ciente de exatamente o que é. Não está tentando ganhar o Oscar; está tentando ganhar a sua risada e o seu susto no feriado de Natal.
A data de estreia está marcada para o dia 25 de Dezembro de 2025. Isso mesmo, nada diz “Espírito Natalino” como ver o Jack Black sendo engolido por um réptil de 12 metros. É a contra-programação perfeita para quem já cansou de filmes de Papai Noel e dramas familiares.
O roteiro, escrito por Gormican e Kevin Etten, promete subverter os clichês de “quem morre primeiro”. Se no original tínhamos estereótipos datados, aqui a piada deve ser justamente sobre quem deveria morrer segundo as regras dos filmes de terror. Será que o personagem do Selton Mello sobrevive para contar a história? Será que Ice Cube vai explodir a cobra de novo?
O Legado da Cobra
É fascinante pensar como Anaconda sobreviveu ao teste do tempo. O original gerou sequências duvidosas (quem lembra de A Caçada pela Orquídea Sangrenta?), telefilmes com David Hasselhoff e até crossovers com Pânico no Lago. Mas a marca permaneceu forte.
Por quê? Porque monstros gigantes são divertidos. Porque ver humanos arrogantes sendo colocados em seu lugar pela natureza (mesmo que seja uma natureza de pixels) é catártico. E, principalmente, porque a cultura geek adora celebrar o absurdo.
Este novo capítulo parece respeitar esse legado de loucura. Não é uma tentativa cínica de ganhar dinheiro fácil (ok, talvez um pouco, é Hollywood), mas parece ter alma. A alma de um fã que cresceu alugando fitas VHS na sexta-feira à noite.
Conclusão: Prepare-se para o Abraço Mortal
O trailer final de Anaconda cumpriu sua missão: gerou hype, explicou a premissa maluca e nos deu o vislumbre do elenco dos sonhos para esse tipo de projeto. Com a mistura de nostalgia, o carisma de Paul Rudd e Jack Black, o tempero brasileiro de Selton Mello e a benção de Ice Cube, este tem tudo para ser o blockbuster mais divertido do fim de ano.
Então, nerds, preparem-se. A selva vai te pegar, a metalinguagem vai bugar sua mente e, se tivermos sorte, a Anaconda vai nos proporcionar momentos memoráveis de pura diversão trash com orçamento de luxo. Nos vemos na estreia — e lembrem-se: se a cobra te pegar, não adianta gritar, ela não tem ouvidos!
E você, o que achou do trailer? Acha que a metalinguagem vai salvar ou afundar a franquia? Deixe seu comentário aqui embaixo e vamos discutir teorias sobre quem vira almoço primeiro!
Veja o trailer a seguir
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