A Morte de um Unicórnio: O Delírio da A24 com Jenna Ortega Chegou ao Prime Video
Preparem a pipoca e ajustem o brilho da TV, nerds! Se você estava roendo as unhas de ansiedade ou simplesmente deixou passar a chance de ver essa pérola nos cinemas, a espera acabou. A Morte de um Unicórnio, a comédia de horror mais non-sense e comentada dos últimos tempos, acaba de aterrissar no catálogo do Amazon Prime Video. E quando dizemos que esse filme é uma viagem, não estamos falando de um passeio tranquilo no Condado dos Hobbits. Estamos falando de uma bad trip corporativa com glitter, sangue e um elenco que parece ter sido escolhido a dedo por um algoritmo viciado em cultura pop.
Hoje, vamos mergulhar fundo nessa produção que une o carisma infinito de Paul Rudd, a vibe gótica-cool de Jenna Ortega e a assinatura inconfundível da produtora A24. Se você quer entender por que A Morte de um Unicórnio está dividindo opiniões e conquistando corações estranhos, você está no lugar certo.
O Enredo: O que acontece, afinal, em A Morte de um Unicórnio?
Imagine o cenário: você está dirigindo por uma estrada deserta, a tensão no carro é palpável porque sua relação com seu pai não é das melhores, e de repente… BAM! Você atropela algo. Não um cervo, não um cachorro, mas uma criatura mitológica que deveria existir apenas em estampas de caderno escolar dos anos 90. Essa é a premissa insana de A Morte de um Unicórnio.

A trama segue Elliot (Paul Rudd), um funcionário corporativo desesperado para agradar seu chefe, e sua filha adolescente Ridley (Jenna Ortega). Eles estão a caminho de um retiro de gerenciamento de crise — o que já é irônico por si só — organizado pelo bilionário da indústria farmacêutica Dell Leopold (o lendário Richard E. Grant). Ao colidirem com o animal mágico, em vez de chamarem o IBAMA místico ou entrarem em pânico moral, a dupla decide levar a carcaça do animal para o tal retiro.
É aí que A Morte de um Unicórnio deixa de ser um drama familiar estranho para virar uma sátira brutal. A família Leopold, dona de uma ética tão flexível quanto o Sr. Fantástico, descobre que o sangue, a carne e o chifre do unicórnio possuem propriedades curativas milagrosas. Estamos falando de cura para o câncer, rejuvenescimento instantâneo e sabe-se lá o que mais. O que se segue é uma exploração capitalista da magia que faria qualquer vilão de Capitão Planeta corar de vergonha.
O filme não tem medo de sujar as mãos (literalmente). O que começa como uma comédia de erros escala para um horror de vingança da natureza, provando que mexer com forças antigas em prol do lucro trimestral nunca é uma boa ideia.
Por que esse elenco é a Joia do Infinito da produção?
Sejamos francos: um roteiro sobre atropelar um pônei mágico poderia facilmente virar um filme B esquecível do SyFy Channel. O que eleva A Morte de um Unicórnio a um patamar de “preciso ver isso agora” é o peso dos nomes envolvidos.
A Química Rudd e Ortega
Paul Rudd, nosso eterno Homem-Formiga, traz aquela energia de “pai tentando fazer o certo mas falhando miseravelmente” que ele domina como ninguém. É impossível não simpatizar com Elliot, mesmo quando ele está tomando as piores decisões possíveis. Do outro lado, temos Jenna Ortega. Depois de explodir cabeças como Wandinha Addams e redefinir a Scream Queen moderna em Pânico, ela entrega em A Morte de um Unicórnio uma performance que equilibra a angústia adolescente com uma bússola moral que falta aos adultos da sala. Ver os dois contracenando é ouro puro.

O Retorno dos Gigantes
Mas não para por aí. O filme marca o retorno de Téa Leoni às telas, interpretando a esposa do bilionário, e traz Will Poulter (o Adam Warlock de Guardiões da Galáxia Vol. 3) como o filho mimado e perigoso da família Leopold. E, claro, Anthony Carrigan (o NoHo Hank de Barry), que rouba a cena sempre que aparece. É um elenco que entende o tom absurdo do filme e se joga de cabeça na loucura.
A Mente por trás da Loucura: Alex Scharfman e o Toque de Ari Aster
Você pode estar se perguntando: “Quem é o lunático que escreveu isso?”. O nome dele é Alex Scharfman. A Morte de um Unicórnio marca sua estreia na direção de longas-metragens, mas ele não caiu de paraquedas aqui. Scharfman produziu pérolas indie como Blow the Man Down, e sua visão para este filme é claramente influenciada pelo horror folclórico moderno.
Falando em influência, olhe para os créditos de produção e você encontrará um nome que faz qualquer fã de terror tremer: Ari Aster. Sim, o diretor de Hereditário e Midsommar é um dos produtores executivos. Embora A Morte de um Unicórnio seja mais engraçado e menos “traumatizante para a alma” do que as obras de Aster, você consegue sentir o dedo dele ali. A atmosfera de isolamento na floresta, a família disfuncional e o flerte com o oculto são marcas registradas da produtora Square Peg, de Aster.
A Trilha Sonora que é pura nostalgia
Aqui vai um easter egg sonoro para os verdadeiros geeks: a trilha sonora de A Morte de um Unicórnio foi composta por ninguém menos que John Carpenter. Sim, o mestre por trás de Halloween e O Enigma de Outro Mundo.
Carpenter, junto com seu filho Cody Carpenter e Daniel Davies, criou uma atmosfera sonora que mistura sintetizadores oitentistas com um suspense moderno. É aquela batida que te deixa desconfortável e empolgado ao mesmo tempo. Ter Carpenter na trilha de um filme da A24 é como ver o Batman aparecendo em um filme dos Vingadores: um crossover de lendas que a gente não sabia que precisava, mas agora não vive sem.
Bastidores Caóticos: O Filme que desafiou a greve
Uma curiosidade que torna a existência de A Morte de um Unicórnio ainda mais interessante é o seu contexto de produção. O filme foi rodado em 2023, exatamente durante a histórica greve dos atores (SAG-AFTRA) e roteiristas que paralisou Hollywood.
Então, como diabos eles conseguiram filmar com Paul Rudd e Jenna Ortega no set? A resposta está na natureza “indie” da A24. Como a produtora não faz parte da AMPTP (a aliança dos grandes estúdios contra a qual os atores estavam protestando) e concordou com todos os termos exigidos pelo sindicato, A Morte de um Unicórnio recebeu uma “isenção” especial para continuar as filmagens.
Isso significa que, enquanto Blockbusters gigantes estavam parados, Jenna e Paul estavam na Hungria (onde o filme foi rodado), cobertos de sangue falso e glitter, fazendo a arte acontecer. Isso dá ao filme uma aura de “resistência”, provando que o cinema independente consegue se adaptar e respeitar os artistas, mesmo em tempos de crise industrial.
Crítica Social ou Delírio Coletivo?
Ao assistir A Morte de um Unicórnio, você vai perceber que, por baixo da camada de fantasia bizarra, existe uma crítica social afiada. O filme é uma sátira mordaz sobre a indústria farmacêutica e a ganância corporativa.
A família Leopold representa aquele 1% que acredita que tudo no mundo — incluindo criaturas sagradas e místicas — existe apenas para ser consumido, patenteado e vendido. O unicórnio deixa de ser um símbolo de pureza para virar commodity. É uma metáfora nada sutil, mas extremamente eficaz, sobre como tratamos o meio ambiente.
Porém, o filme não se leva a sério demais. Ele sabe que a premissa é ridícula. Em momentos chave de A Morte de um Unicórnio, você vai se pegar rindo de situações grotescas, o que é o ponto forte do roteiro de Scharfman. Ele te convida a rir do absurdo para não chorar da realidade.
Vale a pena assistir A Morte de um Unicórnio no Prime Video?
Se você é fã de filmes que fogem da fórmula “herói salva o mundo”, a resposta é um sonoro SIM.
Aqui estão 5 motivos rápidos para dar o play hoje mesmo:

- Originalidade: Em um mar de reboots e sequências, uma história sobre atropelar unicórnios é um sopro de ar fresco (ou tóxico, dependendo do ponto de vista).
- Jenna Ortega: Ela continua provando que é a maior estrela de sua geração.
- Visual: A fotografia mistura o belo e o macabro de forma magistral.
- Duração: O filme não se arrasta. É uma montanha-russa compacta de emoções.
- A Discussão: É aquele tipo de filme que vai gerar debates acalorados no grupo de WhatsApp ou no Discord.
No entanto, vale o aviso: se você espera um filme de fantasia estilo Disney, corra para as colinas. A Morte de um Unicórnio é estranho, sangrento e moralmente ambíguo. É um filme da A24, afinal.
Conclusão: O Unicórnio saiu do estábulo
A chegada de A Morte de um Unicórnio ao Prime Video Brasil é um presente para quem curte o lado mais excêntrico da cultura pop. É uma obra que mistura gêneros com a mesma facilidade que a família Leopold mistura ética com lucro.
Seja pela direção promissora de Alex Scharfman, pela trilha hipnótica de John Carpenter ou simplesmente para ver Paul Rudd em mais um papel icônico, este é o lançamento da semana que você não pode ignorar. Então, prepare seu “kit de sobrevivência corporativa”, acesse o streaming e descubra o que acontece quando a magia encontra o capitalismo selvagem.
E você, já assistiu? O que achou dessa mistura louca? Corre lá nas nossas redes sociais do “Telinha e Telona” e conta pra gente se A Morte de um Unicórnio é tudo isso mesmo ou se a gente tomou muito suco de chifre mágico!
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