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Supergirl do DCU: A Resposta Brutal e Cínica ao Deadpool?

Supergirl do DCU

Supergirl do DCU: A Resposta Brutal e Cínica ao Deadpool?

Se você, assim como eu, estava esperando mais uma heroína perfeitinha, sorridente e cheia de lições de moral, pode tirar o cavalinho (ou o supercão) da chuva. O que vimos recentemente nos pegou de surpresa e acendeu um sinal de alerta maravilhoso nos radares nerds: a Supergirl do DCU não veio para brincar de boneca. Ela veio para beber, xingar e, possivelmente, chutar traseiros com uma violência que faria o Mercenário Tagarela corar.

image-168-1024x538 Supergirl do DCU: A Resposta Brutal e Cínica ao Deadpool?

James Gunn prometeu um universo diversificado no Capítulo 1: Deuses e Monstros, mas a Supergirl do DCU parece estar ocupando um espaço que a DC tinha deixado vago há muito tempo: o do “herói problemático”. E é exatamente por isso que a comparação com o Deadpool (e até com o Hancock, lembra dele?) está explodindo na internet. Vamos mergulhar nessa teoria e dissecar o que faz dessa Kara Zor-El a aposta mais arriscada — e potencialmente mais lucrativa — da Warner.

Por que Deadpool?

A galera do Ei Nerd levantou uma bola que faz todo o sentido quando olhamos para o mercado atual. A Marvel encontrou uma mina de ouro com o Deadpool porque ele quebrou a barreira do “herói imaculado”. Ele é falho, boca-suja e moralmente cinza. A teoria é que a Supergirl do DCU está sendo moldada exatamente para ser a resposta da DC a esse arquétipo, mas com uma roupagem muito mais dramática e espacial do que cômica.

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No trailer recém-lançado (sim, aquele do Puppy Bowl que quebrou a internet), não vimos uma garota tentando salvar gatinhos em árvores. Vimos uma Kara Zor-El visivelmente embriagada, tropeçando nobreza afora na Fortaleza da Solidão, e soltando frases que cortam mais que visão de calor. A Supergirl do DCU se apresenta como uma figura cínica, quebrada e, acima de tudo, realista dentro de um contexto traumático.

Enquanto a Mulher-Maravilha é o pilar da verdade e da honra, esta versão da Kara parece representar o trauma. A comparação com Deadpool não é necessariamente sobre quebrar a quarta parede e fazer piadas de pinto, mas sobre a atitude. É sobre entregar ao público uma protagonista feminina que tem permissão para ser uma “mess”, uma bagunça ambulante, algo que Hollywood raramente permite às suas heroínas.

“Eu Vejo a Verdade”: O Contraste com o Superman

Existe um diálogo no trailer que define perfeitamente quem é a Supergirl do DCU. Quando questionada sobre a diferença entre ela e seu primo famoso, ela dispara: “Ele vê o bem em todos. E eu vejo a verdade.”

Essa frase é um soco no estômago do otimismo kryptoniano tradicional. O Superman de David Corenswet (que já amamos) é o garoto da fazenda, criado com amor, torta de maçã e valores sólidos. Ele é o sonho americano. A Supergirl do DCU, por outro lado, é o pesadelo espacial. James Gunn já havia cantado essa pedra lá atrás: Kal-El foi enviado para a Terra bebê; ele não lembra de Krypton. Kara, no entanto, viveu lá. Ela viu sua civilização queimar. Ela viu seus amigos e família morrerem de formas horríveis pelos primeiros 14 anos de sua vida.

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Essa bagagem emocional transforma a Supergirl do DCU em uma personagem “hardcore”. Ela não tem a paciência do Clark. Ela não tem a fé na humanidade que ele tem, porque a experiência dela com “humanidades” (ou alienígenas) é baseada em guerra e destruição. É essa visão de mundo que a aproxima de anti-heróis cínicos. Ela não luta porque é “o certo a se fazer”, ela luta porque é a única forma de sobreviver à sua própria raiva.

Milly Alcock: A Escolha Perfeita para o Caos

Quando Milly Alcock foi anunciada, muita gente torceu o nariz querendo uma atriz mais “física” ou clássica. Mas James Gunn sabia o que estava fazendo. Quem viu House of the Dragon sabe que Milly tem um olhar que carrega séculos de tédio e fúria contida. Gunn chegou a dizer que ela é “absolutamente deslumbrante” no papel e que pode ter sido a “melhor escalação de elenco de sua vida”.

A atuação dela como a Supergirl do DCU traz uma fisicalidade diferente. Ela é menor, parece frágil, mas explode com uma ferocidade que assusta. É o contraste visual perfeito. Ver uma garota de estrutura pequena dizimar vilões intergalácticos e depois virar uma garrafa de bebida alienígena cria uma identidade única. Não é a Supergirl “fofinha” da série de TV. É uma Supergirl do DCU punk-rock.

A química dela com o Krypto no trailer também reforça essa humanidade falha. O cachorro não é apenas um pet fofo; ele é o único vínculo dela com uma inocência perdida. É uma dinâmica de “lobo solitário e seu filhote”, muito mais Logan do que Krypto, o Supercão.

A Inspiração: Woman of Tomorrow e Tom King

Para entender a Supergirl do DCU, você precisa entender a fonte: a HQ Supergirl: Woman of Tomorrow, de Tom King e Bilquis Evely. Se você não leu, pare tudo e vá ler (ou procure um resumo, mas leia!). É uma obra-prima.

A história é, essencialmente, um faroeste espacial. Pense em Bravura Indômita (True Grit) com lasers e capas. Kara é contratada por uma garota alienígena, Ruthye, para vingar a morte do pai dela. A Supergirl do DCU vai seguir essa premissa de road trip galáctica. Não estamos em Metrópolis. Estamos em bares sujos no meio do cosmos, lidando com mercenários e monstros.

A roteirista Ana Nogueira, que manteve o cargo mesmo após o reboot do universo (o que prova que o roteiro dela deve ser ouro puro), entendeu que a essência da Supergirl do DCU reside nesse isolamento. Nogueira comentou que nunca entendeu as versões “alegres” da personagem, dado o histórico de genocídio que ela carrega. Essa fidelidade ao material de Tom King garante que o filme não será um “filme de herói padrão”. Será um épico de ficção científica sobre luto e vingança.

Direção e Estilo: A Marca de Craig Gillespie

A escolha de Craig Gillespie para a direção foi a cereja no bolo tóxico que estamos prestes a saborear. O cara dirigiu Eu, Tonya e Cruella. Se existe alguém em Hollywood especialista em fazer o público torcer por mulheres complicadas, moralmente duvidosas e com um parafuso a menos, é ele.

A Supergirl do DCU nas mãos de Gillespie promete ter aquele estilo visual vibrante e uma trilha sonora matadora, mas com uma crueza emocional que falta em muitos blockbusters. Ele sabe equilibrar o humor negro com o drama pesado, o que é essencial para que a comparação com Deadpool funcione sem virar uma paródia. A Supergirl do DCU não vai olhar para a câmera e fazer uma piada sobre a Warner Bros., mas a ironia fina estará lá, impregnada na narrativa.

Por Que Isso é Bom para o Cinema?

Estamos vivendo a tal “fadiga de super-heróis”? Talvez. Mas a cura para a fadiga não é parar de fazer filmes, é fazer filmes diferentes. A Marvel demorou para arriscar com classificações mais altas e tons mais sombrios. A DC, com a Supergirl do DCU, parece estar abraçando a diversidade tonal logo no início do seu novo universo.

Ter um Superman clássico e esperançoso coexistindo com uma Supergirl do DCU cínica e violenta enriquece o universo. Mostra que ser kryptoniano não define sua personalidade, mas sim suas experiências. E, convenhamos, ver uma super-heroína que pode errar, beber e sentir raiva sem ser vilanizada por isso é um frescor necessário.

O Que Esperar de Junho de 2026?

Com a data de lançamento marcada para 26 de junho de 2026, a expectativa está nas alturas. A Supergirl do DCU tem tudo para ser o Guardiões da Galáxia desta nova fase: o filme que ninguém sabia exatamente o que esperar, mas que rouba o coração de todo mundo pela ousadia.

Se ela vai superar a popularidade do Deadpool? É difícil dizer. O Mercenário tem anos de vantagem. Mas a Supergirl do DCU tem algo que Wade Wilson não tem: a tragédia real por trás do cinismo. Enquanto rimos com o Deadpool, é provável que, com a Kara, vamos rir de nervoso e chorar logo em seguida.

Preparem seus lenços e suas garrafas de uísque espacial. A Mulher do Amanhã está chegando, e ela não está nem aí para a sua aprovação.

Resumo da Ópera Geek:

  1. Tom Diferenciado: A Supergirl do DCU aposta no arquétipo do “herói problemático”, similar a Deadpool e Hancock.
  2. Trauma Real: Diferente do Superman, ela viu Krypton morrer. Isso define sua personalidade “hardcore”.
  3. Elenco de Peso: Milly Alcock traz a energia caótica e intensa necessária, aprovada com louvor por James Gunn.
  4. Fonte Rica: Baseado em Woman of Tomorrow de Tom King, um faroeste sci-fi aclamado pela crítica.
  5. Direção Especializada: Craig Gillespie (Cruella) é mestre em protagonistas femininas complexas.

A era da perfeição acabou. Bem-vinda ao DCU, Kara. Nós estávamos esperando por você.

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Apaixonado por filmes, séries e cultura pop. No Telinha e Telona, compartilho análises, curiosidades e novidades do mundo do entretenimento de forma leve e descontraída.

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