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Vingadores: Doomsday e o tom sério que promete salvar o MCU

Vingadores: Doomsday

Vingadores: Doomsday e o tom sério que promete salvar o MCU

Fala, galera do Telinha e Telona! Segura essa emoção porque o hype tremilicou as bases da cultura pop. Se você, assim como eu, estava sentindo que o Universo Cinematográfico da Marvel (MCU) estava precisando de um “chacoalhão”, parece que nossas preces foram atendidas. E a resposta tem nome e sobrenome: Vingadores: Doomsday.

image-208 Vingadores: Doomsday e o tom sério que promete salvar o MCU

Os arquitetos da Saga do Infinito, Joe e Anthony Russo, estão de volta à cadeira de direção e não vieram para brincadeira. Em entrevistas recentes, a dupla dinâmica deixou claro que o próximo grande evento da Marvel não vai seguir a fórmula “piadinha a cada cinco minutos” que vimos em algumas produções recentes. Pelo contrário, Vingadores: Doomsday está sendo moldado para trazer um peso narrativo que não víamos desde que o Capitão América levantou o Mjolnir.

Mas o que isso significa na prática? Será que teremos um filme de herói com a densidade de um drama shakespeariano? Vamos mergulhar fundo no que os diretores falaram, analisar o retorno triunfal de Robert Downey Jr. e conectar os pontos com os quadrinhos para entender por que Vingadores: Doomsday pode ser a obra-prima que estávamos esperando.

A “Seriedade” Segundo os Irmãos Russo

Vamos direto ao ponto que está explodindo a cabeça dos fãs. Recentemente, em uma conversa reveladora com a Empire Magazine, os Irmãos Russo soltaram o verbo sobre a abordagem criativa de Vingadores: Doomsday. A mensagem foi cristalina: o filme terá um tom substancialmente mais sério.

image-211-1024x538 Vingadores: Doomsday e o tom sério que promete salvar o MCU

Anthony Russo explicou que, embora eles adorem a diversão que os filmes da Marvel proporcionam (e vamos combinar, Guardiões da Galáxia é pura diversão), o objetivo agora é outro. Eles estão “correndo atrás da complexidade e da dificuldade narrativa”. Isso soa como música para os ouvidos de quem ama Capitão América: O Soldado Invernal, filme que consagrou os diretores justamente por sua trama de espionagem política e consequências reais.

Joe Russo complementou com uma frase que já nasceu icônica: “Victor von Doom exige um certo tom”.

Essa declaração é a chave de tudo. Não estamos falando de um vilão que faz dancinha no TikTok. Estamos falando do Doutor Destino, uma das figuras mais imponentes, trágicas e perigosas de toda a ficção. Para que Vingadores: Doomsday funcione, o filme precisa respeitar a gravitas do personagem. Se o vilão é uma força da natureza que mistura magia negra, ciência proibida e uma monarquia absolutista, o filme ao redor dele não pode ser leve.

O Peso das Consequências

O que os Russos estão sugerindo é uma volta às “consequências”. Na Fase 4 e 5, muitas vezes sentimos que os riscos eram baixos ou resolvidos muito facilmente. Em Vingadores: Doomsday, a promessa é de que as ações terão peso. Lembra do final de Guerra Infinita? Aquele silêncio no cinema? É esse tipo de impacto emocional que eles estão buscando recriar.

image-213 Vingadores: Doomsday e o tom sério que promete salvar o MCU

A “complexidade narrativa” citada por Anthony sugere que não teremos apenas heróis socando robôs. Teremos dilemas morais, alianças questionáveis e, muito provavelmente, sacrifícios definitivos. Vingadores: Doomsday não é apenas mais um filme no calendário; é o evento que precisa redefinir o que significa ser um herói no MCU pós-Ultimato.

Robert Downey Jr.: O Rosto da Destruição

Não tem como falar de Vingadores: Doomsday sem abordar o elefante na sala (ou melhor, o bilionário na armadura verde). A escolha de Robert Downey Jr. para viver Victor von Doom causou um terremoto na internet. E a justificativa dos Russos para essa escalação polêmica está diretamente ligada ao tom do filme.

Eles não trouxeram RDJ de volta para fazer “Tony Stark do Mal”. Eles o trouxeram porque sabem que poucos atores conseguem entregar a nuance e o carisma necessários para um vilão que se vê como o herói de sua própria história. O tom sério de Vingadores: Doomsday depende inteiramente da performance de Downey Jr.

Nos quadrinhos, Doom é um homem marcado pela tragédia, pela arrogância e por uma vontade inquebrável. Ele acredita genuinamente que a única forma de salvar o multiverso é se ele estiver no comando. Para vender essa ideia, o filme precisa de uma atmosfera de urgência e desespero. Se o público não sentir que o fim do mundo é iminente, a “solução” drástica do Doutor Destino não fará sentido.

Portanto, Vingadores: Doomsday deve explorar um Victor von Doom complexo, talvez até simpático em seus objetivos distorcidos, mas aterrorizante em seus métodos. Esqueça as piadinhas sarcásticas do Homem de Ferro; espere monólogos shakespearianos sobre poder e ordem.

Inspirações nos Quadrinhos: O Caminho para o Caos

Agora, vamos expandir o universo. O material original nos dá pistas valiosas sobre o que essa “seriedade” significa. O título Vingadores: Doomsday e a preparação para Guerras Secretas indicam que os Irmãos Russo estão bebendo de duas fontes principais, conforme minhas pesquisas sobre as declarações recentes deles na New York Comic Con e SDCC:

  1. Guerras Secretas (1984): A obra original de Jim Shooter, que Joe Russo cita como a responsável por fazê-lo amar quadrinhos. É a base da “brincadeira de bonecos” em um mundo de batalha.
  2. Guerras Secretas (2015): A obra-prima de Jonathan Hickman. É aqui que o tom sério de Vingadores: Doomsday deve se alicerçar.

Na saga de Hickman, o multiverso está morrendo. Universos estão colidindo (as famosas Incursões, já citadas em Doutor Estranho no Multiverso da Loucura). O clima é de total desesperança. Os heróis falham. Os Illuminati tomam decisões moralmente repulsivas para tentar salvar a Terra-616.

Se Vingadores: Doomsday seguir essa linha, veremos heróis desesperados, dispostos a cruzar linhas que jamais cruzariam. O Doutor Destino surge nesse cenário não apenas como um conquistador, mas como alguém que faz o que precisa ser feito quando os “mocinhos” não conseguem. Ele salva o que resta da realidade, mas a um custo terrível.

Essa narrativa exige um tom sombrio. Não dá para fazer piada quando universos inteiros estão sendo apagados da existência. A “complexidade” que os Russos prometem para Vingadores: Doomsday provavelmente virá desse conflito: aceitar a salvação de um tirano ou lutar pela liberdade e arriscar a aniquilação total?

Por que o MCU precisa desse tom agora?

Sejamos francos, nerds. O MCU precisava amadurecer. Depois de Ultimato, a franquia tentou expandir para todos os lados, experimentando com terror (Lobisomem na Noite), comédia jurídica (She-Hulk) e aventura familiar (Ms. Marvel). Embora a variedade seja ótima, a sensação de “ameaça global” se diluiu.

Vingadores: Doomsday chega com a missão de unificar essas pontas soltas sob uma bandeira de medo real. O tom sério é uma ferramenta para:

  • Restaurar o Perigo: Kang (agora fora de cena) foi derrotado por formigas. Doom precisa ser alguém que faz Thor tremer e Hulk hesitar.
  • Valorizar o Elenco: Temos atores de calibre oscarizado no MCU. Dar a eles um roteiro denso em Vingadores: Doomsday permite atuações memoráveis.
  • Diferenciar da Concorrência: Com o novo DCU de James Gunn prometendo otimismo, a Marvel pode se destacar voltando ao drama político e épico que funcionou tão bem na Saga do Infinito.

O Que Esperar de Vingadores: Doomsday (Lista de Desejos Sombrios)

Com base no “tom sério” prometido pelos Russos e na pesquisa sobre o arco dos quadrinhos, aqui vai o que podemos esperar (e torcer para ver) em Vingadores: Doomsday:

  1. Mortes Reais: Nada de “fake outs”. Para o vilão ser temido, heróis queridos precisarão cair.
  2. Política Latveriana: Doom não é só um feiticeiro; é um rei. Esperamos ver intrigas políticas envolvendo a nação da Latvéria e a ONU.
  3. Magia vs. Tecnologia: A dualidade de Doom. O filme deve tratar a magia como algo perigoso e ancestral, não apenas luzes coloridas.
  4. Traições: Em momentos de crise, heróis se viram uns contra os outros. Vingadores: Doomsday pode trazer uma nova Guerra Civil ideológica.
  5. O Fim do Multiverso: O filme provavelmente terminará de forma catastrófica, preparando o terreno para Guerras Secretas com um cliffhanger de deixar o queixo no chão.

Conclusão: A Tempestade se Aproxima

Galera, o recado está dado. Os Irmãos Russo voltaram para casa e trouxeram a mobília pesada com eles. Vingadores: Doomsday não será apenas um filme de verão para comer pipoca e esquecer no dia seguinte. Tudo indica que estamos diante de um épico cinematográfico, focado em personagens quebrados enfrentando uma ameaça intelectual e fisicamente superior.

A promessa de um tom mais sério, ancorado na performance de Robert Downey Jr. como Doutor Destino, é exatamente o “soro do supersoldado” que a Marvel precisava injetar em suas veias. A era das piadas acabou; a era do Destino começou.

E vocês, o que acham? Preferem a Marvel mais zueira ou estão prontos para chorar e tremer na cadeira do cinema com Vingadores: Doomsday? Deixem suas teorias nos comentários, porque aqui no Telinha e Telona a discussão nunca termina!

Excelsior!

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Apaixonado por filmes, séries e cultura pop. No Telinha e Telona, compartilho análises, curiosidades e novidades do mundo do entretenimento de forma leve e descontraída.

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