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Frankenstein de Guillermo del Toro: Tudo sobre o monstro que o mestre do horror sempre sonhou em criar!

Frankenstein de Guillermo del Toro

Frankenstein de Guillermo del Toro: Tudo sobre o monstro que o mestre do horror sempre sonhou em criar!

A espera acabou, e ela valeu cada segundo, cada raio, cada costura. O Frankenstein de Guillermo del Toro finalmente ganhou vida, não apenas nas telas da Netflix e dos cinemas, mas agora também na sua estante. Isso mesmo, a Iron Studios anunciou uma estátua absurdamente detalhada da criatura, e essa notícia é o estopim perfeito para mergulharmos de cabeça (e de eletrodos!) no projeto que o mestre mexicano dos monstros acalentou por quase toda a sua vida.

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Para Del Toro, essa não é apenas mais uma adaptação; é a realização de um sonho de infância, um projeto que ele persegue há décadas. E, pode acreditar, a paixão é visível em cada frame, em cada cicatriz, em cada cenário gótico que parece ter sido pintado à mão. O filme, que estreou sob aplausos no Festival de Veneza e já está dando o que falar na corrida para o Oscar 2026, é uma carta de amor não só ao romance de Mary Shelley, mas a todos os monstros incompreendidos que Del Toro tanto ama.

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Então, prepare a pipoca, ajuste a iluminação do seu laboratório particular e venha com o Omelete dissecar essa obra-prima, desde os detalhes da produção e do elenco monstruoso até o colecionável que já se tornou objeto de desejo.

O Monstro na Sua Estante: A Iron Studios deu vida à Criatura!

Antes de nos aprofundarmos nos corredores escuros do castelo de Victor Frankenstein, vamos ao que fez nosso coração de colecionador disparar: a Iron Studios simplesmente se superou. A empresa anunciou uma estátua em escala 1/10 da Criatura do Frankenstein de Guillermo del Toro que é de cair o queixo.

Com lançamento previsto para 2026, a peça captura com uma precisão assustadora a visão única do diretor. Esqueça o monstro genérico; aqui temos a interpretação de Jacob Elordi imortalizada em polystone, com cada detalhe da pele descolorida, das roupas esfarrapadas e, o mais importante, da expressão melancólica e trágica que define essa versão do personagem. A estátua tem aproximadamente 24 cm de altura e vem sobre uma base que remete ao laboratório do filme, com uma janela quebrada que adiciona uma atmosfera ainda mais assombrosa.

A versão padrão chegará ao mercado custando US$ 249,99. Mas, para os fãs mais devotos (e com a carteira mais preparada), haverá uma edição limitadíssima de apenas 200 unidades, assinada pelo próprio Guillermo del Toro, no valor de US$ 499,99. É o tipo de item que vira o centro de qualquer coleção, um verdadeiro tributo à arte do cinema e da escultura.

Um Sonho de 50 Anos: A Paixão Obcecada de Del Toro

Para entender a magnitude do Frankenstein de Guillermo del Toro, é preciso saber que essa história não começou em um set de filmagem, mas na mente de um garoto mexicano que se sentia deslocado e encontrava conforto nos monstros. Del Toro já revelou em diversas entrevistas que idealiza esse filme há mais de 50 anos, vendo na criatura de Mary Shelley um “santo padroeiro da imperfeição”.

Essa obsessão permeou toda a sua carreira. De Cronos a O Labirinto do Fauno e a obra-prima vencedora do Oscar, A Forma da Água, a relação entre criador e criatura, o belo no grotesco e a monstruosidade no humano são temas recorrentes. Frankenstein, de certa forma, sempre esteve presente em seu trabalho, esperando o momento certo para nascer.

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O projeto passou por diversas fases e quase se concretizou anos antes, dentro do falido “Dark Universe” da Universal, mas o destino (e talvez os deuses do cinema) esperou o momento em que Del Toro tivesse a maturidade e a liberdade criativa, concedida pela Netflix, para fazer a obra definitiva que sempre sonhou. Ele mesmo admite que, se tivesse feito o filme antes, talvez não tivesse a mesma profundidade emocional, que foi influenciada até por conversas profundas com seu pai sobre um sequestro que ele sofreu. Para o diretor, a história é uma reflexão sobre o que é ser pai e filho, sobre perdão e ressentimento.

Um Elenco Monstruosamente Perfeito

Um projeto dessa magnitude exigia um elenco à altura, e Del Toro montou um verdadeiro time dos sonhos para dar vida a essa tragédia gótica. Cada ator parece ter sido escolhido a dedo não apenas pelo talento, mas pela capacidade de encarnar a complexidade de seus personagens.

Oscar Isaac como Victor Frankenstein

No papel do criador, temos o intenso Oscar Isaac. Seu Victor Frankenstein não é apenas um cientista louco, mas um homem arrogante e brilhante, movido por uma energia “punk rock”, como o próprio ator descreveu. Obcecado em derrotar a morte após um trauma familiar, ele se torna um reflexo do criador moderno: um pai egomaníaco que molda o filho à sua imagem e depois o rejeita, desencadeando a tragédia. Isaac entrega uma atuação febril, que transita da arrogância ao remorso com maestria.

Jacob Elordi como a Criatura

A grande surpresa e, para muitos, a alma do filme, é Jacob Elordi. Após a saída de Andrew Garfield do projeto, Elordi assumiu a imensa responsabilidade de ser o monstro. E o resultado é hipnotizante. Submetendo-se a até dez horas diárias de maquiagem, ele construiu uma criatura que é ao mesmo tempo imponente e vulnerável. Del Toro o escolheu pelo olhar, e é justamente nos olhos que Elordi carrega a pureza, a dor e a confusão de um ser que não pediu para nascer. Com ajuda de treinadores de butô (uma dança japonesa), ele desenvolveu uma fisicalidade única para o personagem, transmitindo uma gama de emoções com gestos contidos e um silêncio que grita.

Mia Goth e um Elenco de Apoio de Peso

Completando o trio principal, Mia Goth assume o papel duplo de Elizabeth, a noiva, e Caroline, a mãe de Victor, representando a dualidade do amor e da perda. O elenco de apoio é igualmente estelar e conta com nomes como:

  • Christoph Waltz como o Dr. Pretorius.
  • Charles Dance como o pai de Victor, o Barão Leopold Frankenstein.
  • David Bradley, em sua segunda colaboração com Del Toro após dublar Gepeto em Pinóquio, como o Homem Cego.
  • Felix Kammerer como William, o irmão mais novo de Victor.

Mais que um Remake: Uma Visão Gótica e Pessoal

O que torna o Frankenstein de Guillermo del Toro tão especial é sua recusa em ser apenas mais uma adaptação. Fiel ao espírito do romance de Mary Shelley, o filme expande a narrativa para explorar temas caros ao diretor com uma profundidade avassaladora.

A Estética do “Feito à Mão”

Conhecido por sua aversão a soluções puramente digitais, Del Toro fez questão de construir um mundo palpável. Os cenários são imensos e operísticos, os figurinos complexos e grande parte dos efeitos são práticos. A cenografia remete à era de ouro de Hollywood, com navios construídos em suspensões mecânicas e laboratórios que parecem pinturas góticas ganhando vida. Essa abordagem artesanal confere ao filme um peso e uma beleza que o CGI raramente consegue replicar.

A Humanidade da Criatura

No coração do Frankenstein de Guillermo del Toro está a compaixão pela criatura. Del Toro subverte a expectativa do horror. Seu monstro não foi criado para nos assustar, mas para nos fazer sentir. A jornada da Criatura, desde seu nascimento confuso até o desenvolvimento da consciência, linguagem e dor, é o núcleo emocional do filme. Paradoxalmente, o ser feito de retalhos de cadáveres se torna mais humano que seu próprio criador. O verdadeiro monstro, como em muitas obras do diretor, é o homem.

A recepção da crítica, embora dividida em alguns pontos sobre o ritmo do filme, é quase unânime em elogiar a maestria visual, a estética gótica e a performance fenomenal de Jacob Elordi. O longa é descrito como um espetáculo visual, uma profunda meditação sobre vida, morte e solidão, e um ato de fé no poder do cinema.

O Legado Imortal de Frankenstein

A história de Victor e sua criatura, imaginada por uma jovem Mary Shelley em 1818, é um dos mitos mais duradouros da cultura pop. Com mais de 400 versões para o cinema desde a primeira, em 1910, a narrativa continua a fascinar por sua capacidade de refletir os medos e as ambições de cada época.

Desde a icônica interpretação de Boris Karloff em 1931, que definiu a imagem do monstro para gerações, passando pelas produções da Hammer com Christopher Lee, até a adaptação de Kenneth Branagh com Robert De Niro, cada versão trouxe um novo olhar. O Frankenstein de Guillermo del Toro se insere nessa linhagem não para substituir, mas para somar, oferecendo uma visão profundamente pessoal e visceral que, sem dúvida, se tornará uma nova referência.

Um Monstro que Nasceu para Ser Amado

Ao final das duas horas e meia de projeção, fica claro que o Frankenstein de Guillermo del Toro é mais do que um filme de terror. É uma fábula sombria sobre paternidade, rejeição e a busca por identidade. É uma obra que pulsa com a melancolia e a beleza de quem acredita que até mesmo as criaturas mais incompreendidas merecem ser amadas.

Del Toro não apenas reanimou um cadáver costurado em laboratório; ele ressuscitou a alma de um dos maiores clássicos da literatura, dando-lhe um coração que bate forte, cheio de dor, poesia e uma beleza trágica. E agora, graças à Iron Studios, podemos levar um pedaço dessa alma para casa. Para um fã de monstros, não há nada mais belo do que isso.

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Apaixonado por filmes, séries e cultura pop. No Telinha e Telona, compartilho análises, curiosidades e novidades do mundo do entretenimento de forma leve e descontraída.

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