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Hamnet: Por que o filme com Paul Mescal já é o gigante do Oscar 2026?

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Hamnet: Por que o filme com Paul Mescal já é o gigante do Oscar 2026?

Preparem o coração, cinéfilos! O filme Hamnet, a mais nova e aguardadíssima obra da diretora vencedora do Oscar, Chloé Zhao, mal começou a sua jornada e já está fazendo um barulho ensurdecedor, daquele tipo que ecoa diretamente nos corredores da Academia. Com uma cena inédita recém-divulgada que mostra a potência de Paul Mescal no papel do jovem William Shakespeare, a produção se consolida não apenas como uma promessa, mas como uma força da natureza que promete varrer a temporada de premiações de 2026.

image-190-1024x538 Hamnet: Por que o filme com Paul Mescal já é o gigante do Oscar 2026?

Esqueça o seu bolão do Oscar por um momento; estamos prestes a mergulhar em uma história de luto, amor e arte que tem todos os ingredientes para se tornar um clássico instantâneo. E aqui no Omelete, a gente te conta por que Hamnet é o filme que você PRECISA ter no seu radar.

Um Aperitivo Doloroso: A Nova Cena que Agitou a Web

Vamos direto ao ponto que fez todo mundo parar para assistir: a primeira cena oficial de Hamnet. Divulgada recentemente, a prévia nos dá um vislumbre da dinâmica entre William Shakespeare (Paul Mescal) e seu filho, o jovem Hamnet (interpretado pelo talentoso Jacobi Jupe). Em um momento terno e carregado de premonição, pai e filho conversam. Não há grandes acontecimentos, apenas a quietude de um diálogo que, para quem conhece a história, é de cortar o coração.

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A atuação de Mescal, mesmo em poucos segundos, já entrega a complexidade de um homem que viria a ser o maior dramaturgo de todos os tempos, mas que ali é apenas um pai. A química com Jupe é palpável, e a direção de Chloé Zhao se revela em sua forma mais pura: íntima, observadora e devastadoramente humana. Essa pequena pílula de emoção foi o suficiente para confirmar o que muitos já suspeitavam: as atuações em Hamnet serão um espetáculo à parte, prontas para arrancar lágrimas e, quem sabe, algumas estatuetas douradas. O hype, meus amigos, é real e justificado.

Das Páginas para a Tela: A História por Trás do Fenômeno

Mas afinal, qual é a história de Hamnet? Antes de ser um filme, o projeto nasceu como um romance aclamado da escritora britânica Maggie O’Farrell, lançado em 2020. O livro foi um sucesso estrondoso, vencendo prêmios importantes como o Women’s Prize for Fiction. E o motivo de tanto alarde é a sua abordagem genial de uma das maiores tragédias da vida de William Shakespeare.

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Quem Foi Hamnet Shakespeare?

Aqui vai uma aula de história que vale mais que muito TCC. Hamnet Shakespeare foi o único filho homem de William Shakespeare e sua esposa, Anne Hathaway (aqui chamada de Agnes, um nome que aparecia em registros da época). Ele tinha uma irmã gêmea, Judith, e uma irmã mais velha, Susanna. Tragicamente, em 1596, aos 11 anos, Hamnet morreu, provavelmente vítima da peste bubônica que assolava a Inglaterra. Shakespeare estava em Londres na época, construindo sua carreira, e a morte do herdeiro foi um golpe devastador para a família. O filme, assim como o livro, explora o impacto profundo que essa perda teve no dramaturgo e em sua esposa.

O Brilhantismo do Livro de Maggie O’Farrell

O grande trunfo da obra de O’Farrell, que também assina o roteiro do filme, é desviar o foco do bardo famoso para dar voz à sua esposa, Agnes. Longe de ser uma figura secundária na história, Agnes é retratada como uma mulher selvagem, intuitiva, quase mística, com uma conexão profunda com a natureza e o sobrenatural. Ela é o verdadeiro coração da história, uma mãe que pressente a tragédia e precisa encontrar forças para sobreviver ao luto avassalador.

O livro imagina a vida doméstica da família Shakespeare em Stratford-upon-Avon, tecendo uma narrativa ficcional poderosa a partir de fatos históricos escassos. A adaptação cinematográfica de Hamnet promete manter essa perspectiva, oferecendo um olhar inédito sobre a mulher que moldou o homem por trás das maiores peças de teatro do mundo.

A Tropa de Elite do Oscar: Um Time de Titãs

Se um filme é feito por suas partes, as de Hamnet são forjadas em ouro puro. A começar pela mulher no comando, Chloé Zhao. Depois de nos emocionar com a jornada agridoce de Nomadland (que lhe rendeu os Oscars de Melhor Filme e Melhor Direção) e de se aventurar pelo cosmos da Marvel com Os Eternos, Zhao retorna ao seu terreno mais fértil: o drama humano. Seu estilo, marcado por uma fotografia naturalista deslumbrante e uma habilidade ímpar de extrair performances autênticas, parece feito sob medida para a sensibilidade da história de Hamnet. É a união perfeita entre uma diretora em seu auge e um material de fonte riquíssimo.

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Um Elenco de Peso para uma Tragédia Shakespeariana

E o que falar desse elenco que parece ter sido montado pelos próprios deuses do cinema?

  • Paul Mescal como William Shakespeare: Desde que roubou nossos corações em Normal People e nos destruiu emocionalmente em Aftersun (pelo qual foi indicado ao Oscar), Paul Mescal se tornou sinônimo de intensidade e vulnerabilidade. Vê-lo como um Shakespeare jovem, apaixonado, genial, mas também quebrado pela dor, tem o potencial de ser a performance de sua carreira. Esqueça o bardo sisudo das ilustrações; Mescal nos dará um Shakespeare de carne, osso e alma.
  • Jessie Buckley como Agnes Shakespeare: Se Mescal é a alma, Jessie Buckley é a força da natureza no centro de Hamnet. A atriz irlandesa, indicada ao Oscar por A Filha Perdida, é uma das atrizes mais viscerais de sua geração. Ela tem a capacidade de transitar entre a fúria e a delicadeza com uma facilidade assustadora. No papel de Agnes, a verdadeira protagonista da história, Buckley tem a chance de entregar um trabalho monumental, retratando a resiliência e a sabedoria de uma mulher incompreendida por sua época.

Completando o time, temos nomes como a sempre excelente Emily Watson (Chernobyl) e Joe Alwyn (A Favorita), garantindo que cada cena de Hamnet seja preenchida com um talento inquestionável.

Ser ou Não Ser… a Mesma História? A Conexão de Hamnet com Hamlet

Agora, a pergunta de um milhão de dólares. Qual a relação entre a morte de Hamnet e a peça Hamlet, escrita por Shakespeare cerca de quatro anos após a morte do filho? Embora não haja provas documentais que confirmem a ligação, a teoria é amplamente aceita por estudiosos e críticos. Os nomes “Hamnet” e “Hamlet” eram praticamente intercambiáveis na Inglaterra elisabetana, e a coincidência é grande demais para ser ignorada.

A peça Hamlet, com sua exploração profunda sobre luto, mortalidade, fantasmas do passado e a dor de um filho, é vista por muitos como o veículo que Shakespeare usou para exorcizar seus próprios demônios. É como se, ao escrever a tragédia do príncipe da Dinamarca, ele estivesse, de alguma forma, conversando com o fantasma de seu próprio filho. O filme de Chloé Zhao mergulhará de cabeça nessa conexão, explorando como a maior tragédia pessoal de Shakespeare deu origem, talvez, à sua obra mais icônica e universal. A arte imitando a vida em seu estado mais bruto e doloroso. O potencial dramático disso é simplesmente gigantesco e um dos maiores atrativos do longa.

Por que Hamnet já Cheira a Oscar?

Ainda é cedo, mas os ventos da temporada de premiações já sopram forte na direção de Hamnet. Não é apenas hype; é uma confluência de fatores que transformam um filme em um “Oscar contender” nato. Listamos alguns motivos para você já ir preparando seu discurso de agradecimento no bolão:

  • Diretora Vencedora: Chloé Zhao já é uma queridinha da Academia. Seu nome por si só já coloca o filme em uma posição de prestígio e atenção.
  • Elenco Aclamado: Com Paul Mescal e Jessie Buckley, o filme conta com dois jovens atores já indicados ao Oscar e conhecidos por suas escolhas artísticas ousadas e performances impecáveis. A Academia adora isso.
  • Material Fonte Premiado: Adaptar um livro best-seller e aclamado pela crítica é uma fórmula que o Oscar ama. Demonstra bom gosto e ambição.
  • A Receita do Sucesso: Dramas de época biográficos, com figurinos deslumbrantes, fotografia poética e atuações intensas são o que chamamos de “isca de Oscar” (Oscar bait). E Hamnet tem tudo isso e mais.
  • Tema Universal e Atemporal: A história de Hamnet fala sobre luto, família, casamento, legado e o poder da arte como forma de cura. São temas que ressoam com qualquer um, em qualquer época, e que tocam profundamente os votantes da Academia.

Com lançamento previsto para 29 de janeiro de 2026 no Brasil, a jornada de Hamnet até o palco do Dolby Theatre parece cada vez mais certa. Este não é apenas mais um filme de época. É uma releitura, uma reparação histórica e uma celebração do poder feminino e da resiliência humana. Preparem os lencinhos e as apostas, porque Hamnet vem aí para nos arrebatar e, muito provavelmente, levar uma penca de prêmios para casa.

Veja um trecho de Paul Mescal como Shakespeare

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Apaixonado por filmes, séries e cultura pop. No Telinha e Telona, compartilho análises, curiosidades e novidades do mundo do entretenimento de forma leve e descontraída.

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