Noites Brutais: Prequel Focada no Vilão Frank Pode Acontecer, Confirma Diretor
Em 2022, Noites Brutais (Barbarian) chegou aos cinemas como um raio em céu azul, um filme de terror que desafiou todas as convenções, subverteu expectativas e deixou o público em estado de choque, com o coração na garganta. A obra-prima de Zach Cregger não foi apenas um sucesso de bilheteria; foi um fenômeno cultural, um estudo de caso sobre como construir tensão e desorientar o espectador de forma magistral.
Desde então, a pergunta que não quer calar é: haverá uma continuação? Cregger sempre foi categórico em dizer “não” para uma sequência direta, mas agora, uma nova e excitante possibilidade surgiu. Em declarações recentes, o diretor confirmou que está em conversas para desenvolver uma prequel, uma história que mergulharia nas origens do mal: a vida de Frank, o monstro humano que deu início a todo o pesadelo.

Essa revelação é a notícia que os fãs de terror esperavam, mesmo que não soubessem. Uma sequência que seguisse Tess ou AJ seria um desserviço à ambiguidade e ao final impactante do original. Mas uma prequel focada em Frank? Essa é a única expansão que não apenas faz sentido, mas que tem o potencial de ser ainda mais perturbadora e psicologicamente aterrorizante que o primeiro filme.
A ideia de explorar a mente do homem que transformou um subúrbio americano em seu playground de horrores é uma promessa de um mergulho profundo na banalidade do mal, um estudo de personagem que pode redefinir o que esperamos de um filme de “origem de vilão”.
Por Que Uma Prequel de Frank é a Única Escolha Certa
A genialidade de Noites Brutais reside em sua estrutura narrativa. O filme nos apresenta a um mistério (a casa com reserva dupla), o transforma em um filme de monstro (a aparição da “Mãe”) e, em seu ato mais brilhante, revela que o verdadeiro horror não era a criatura no porão, mas o homem que a criou. A fita de vídeo de Frank, onde ele documenta seus crimes com uma frieza assustadora, é o verdadeiro coração sombrio do filme.
Uma prequel focada em Frank é a escolha perfeita por várias razões:
- Explorando a Banalidade do Mal: Frank não é um gênio do crime ou um vilão de quadrinhos. Ele é um homem comum, um vizinho, alguém que provavelmente dava “bom dia” para as pessoas na rua. Uma prequel nos permitiria ver essa fachada. A história poderia se passar nos anos 80, mostrando Frank vivendo sua vida suburbana durante o dia – talvez com um emprego, uma rotina, interações sociais – enquanto, à noite, ele se entrega aos seus impulsos mais sombrios. Esse contraste entre a normalidade e a monstruosidade é infinitamente mais assustador do que qualquer monstro.
- Um Estudo de Personagem, Não um Slasher: A prequel não precisaria ser um filme de terror convencional. Poderia ser um thriller psicológico, um drama de personagem que nos coloca dentro da mente de um predador. A tensão não viria de jump scares, mas da observação de Frank escolhendo suas vítimas, preparando seu porão, e da agonia de saber o que ele está fazendo, enquanto os personagens ao seu redor permanecem alheios. Seria um filme sobre a escuridão que se esconde à vista de todos.
- Não Desmistifica o Monstro Original: Um dos maiores riscos de uma prequel é que ela pode “explicar demais” e remover o mistério. No entanto, a “Mãe” em Noites Brutais já é uma figura trágica. Ela é o resultado de décadas de abuso, um produto do mal de Frank. Uma prequel não a desmistificaria; pelo contrário, aumentaria a tragédia de sua existência ao nos mostrar, em detalhes, o inferno que ela suportou. Veríamos as primeiras vítimas, o nascimento da “Mãe” e o ciclo de abuso que a transformou na criatura que conhecemos. Isso tornaria o filme original ainda mais impactante em uma segunda assistida.
- Liberdade Criativa para Cregger: Zach Cregger se destacou por sua habilidade em subverter gêneros. Uma prequel de Frank lhe daria a tela em branco perfeita para experimentar novamente. Ele poderia brincar com diferentes estéticas (talvez filmando com o estilo dos anos 80), explorar temas de masculinidade tóxica e decadência suburbana, e criar um filme que é, ao mesmo tempo, uma peça de companhia para Noites Brutais e uma obra de arte independente e autossuficiente.
O Que Poderíamos Ver em uma Prequel de Noites Brutais?
Se o projeto for para frente, a história de Frank oferece um terreno fértil para uma narrativa aterrorizante.
- A Construção do Covil: O filme poderia mostrar Frank comprando a casa na Barbary Street e, lentamente, transformando seu porão em uma câmara de horrores. Veríamos a construção dos túneis secretos, a instalação das câmeras e a criação do ambiente que se tornaria uma prisão para gerações de mulheres. Essa construção metódica seria um reflexo de sua psicopatia calculista.
- A Primeira Vítima: A história inevitavelmente teria que abordar a primeira vítima de Frank, o momento em que seus pensamentos sombrios se transformaram em ação. Como ele a escolheu? Como ele a capturou? A prequel poderia explorar a hesitação, o erro e a eventual “perfeição” de seu método, tornando a experiência ainda mais angustiante para o público.
- A Vida Dupla: O aspecto mais fascinante seria ver a vida dupla de Frank. Ele interage com vizinhos? Ele tem um emprego? Ele vai a festas de bairro? A tensão de saber quem ele realmente é, enquanto o vemos realizar as tarefas mais mundanas, seria o principal motor de suspense do filme. Talvez um vizinho desconfie de algo, talvez um carteiro note algo estranho, criando pequenos momentos de quase descoberta que só aumentam o nosso desespero.
- O Nascimento da “Mãe”: O ponto culminante da prequel seria, inevitavelmente, o nascimento da “Mãe”. Veríamos a vítima original, ou uma de suas sucessoras, dando à luz no cativeiro, e a reação de Frank a essa criança, que é tanto sua filha quanto sua prisioneira. Seria o início do ciclo de incesto e abuso que define a tragédia da “Mãe”. O filme poderia terminar aí, com o choro de um bebê no porão, um som que sela o destino de todos e se conecta perfeitamente com o início do pesadelo que já conhecemos.
O Desafio de Contar a História de um Monstro
Contar uma história do ponto de vista de um monstro como Frank é um desafio artístico imenso. O filme não pode, de forma alguma, simpatizar com ele ou justificar suas ações. O objetivo não é entendê-lo para perdoá-lo, mas entendê-lo para temê-lo ainda mais.

O roteiro precisaria ser extremamente cuidadoso para não glorificar a violência. A abordagem de Cregger em Noites Brutais, onde grande parte do horror é sugerido em vez de mostrado explicitamente, seria perfeita para a prequel. O foco estaria no suspense psicológico, na atmosfera opressiva e no terror implícito do que está acontecendo a portas fechadas.
A confirmação de que Zach Cregger está em conversas para uma prequel de Noites Brutais é a melhor notícia que os fãs do gênero poderiam receber. Sinaliza que qualquer expansão deste universo será feita com o mesmo cuidado, inteligência e audácia que tornaram o original um clássico instantâneo. A história de Frank não é uma caça-níqueis; é uma exploração necessária da escuridão que se esconde sob a superfície da normalidade.
Se o projeto se concretizar, prepare-se para uma experiência que pode não ter os sustos explosivos do primeiro filme, mas que promete deixar uma cicatriz psicológica muito mais profunda. Prepare-se para voltar à Barbary Street, desta vez para conhecer o homem que construiu o inferno, tijolo por tijolo.
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