Predador: Terras Selvagens | O novo filme TEM CENA PÓS-CRÉDITOS?
Se o som dos estalos e o brilho da mira de três pontos te causam arrepios, pode comemorar: a caçada evoluiu! Predador: Terras Selvagens finalmente chegou aos cinemas, e a promessa é de virar o universo dos Yautja de cabeça para baixo. Depois do sucesso estrondoso e visceral de “O Predador: A Caçada” (Prey), o diretor Dan Trachtenberg está de volta, e parece que ele pegou o manual de “como ser um caçador casca-grossa” e escreveu um capítulo inteiramente novo. Mas com um novo terreno, novas presas e um novo caçador, a pergunta que não quer calar (e que pode salvar sua bexiga no cinema) é: preciso ficar depois que as luzes acendem?
Calma, jovem Padawan, a gente já te adianta: “Predador: Terras Selvagens” não possui nenhuma cena pós-créditos. Pode relaxar e subir os créditos ao som daquela trilha sonora tribal que a gente tanto ama. Contudo, isso não significa que a história termina ali. O desfecho deixa um gancho tão grande que dá pra pendurar um Yautja pelo pé, abrindo as portas para uma possível continuação e a expansão deste universo. Então, prepare seu kit de primeiros socorros com lama, afie sua melhor lâmina e venha com o Omelete destrinchar tudo o que você precisa saber sobre essa nova e brutal temporada de caça!
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A Caçada do Exilado: Que História é Essa?

Esqueça as selvas da América Central ou as ruas de Los Angeles. Desta vez, a parada é em outro planeta e no futuro. A trama de Predador: Terras Selvagens nos apresenta a Dek, um jovem Predador que é basicamente o “patinho feio” do clã. Considerado um nanico e mais fraco que os outros, ele é exilado por seu próprio pai, o líder do clã, que acredita que o jovem só trará desonra. Dek é enviado para um planeta hostil, uma verdadeira arena de sobrevivência, para provar seu valor ou morrer tentando.
É nesse cenário brutal que ele encontra uma aliada completamente inusitada: Thia, uma sintética (androide, para os íntimos) interpretada pela talentosa Elle Fanning. E não é qualquer robô, não! Thia é uma unidade danificada da Weyland-Yutani – sim, aquela mesma corporação que tem um histórico péssimo com criaturas alienígenas babonas. Juntos, o caçador exilado e a androide danificada formam uma dupla que precisa cooperar para sobreviver aos perigos do planeta e, quem sabe, encontrar um caminho para a redenção. Pela primeira vez na franquia, o Predador não é o bicho-papão que caça os humanos; ele é o protagonista em sua própria jornada de herói (ou anti-herói).
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Dan Trachtenberg: O Homem que Entendeu o Predador
Se tem um nome que injetou sangue novo (e muito sangue, literalmente) na franquia, é o de Dan Trachtenberg. Depois de nos entregar a obra-prima que foi “A Caçada” (Prey) em 2022, que foi aclamado por resgatar o espírito do filme original, ele retorna para dirigir Predador: Terras Selvagens. Trachtenberg provou que entende a essência do que faz um bom filme do Predador: não é sobre explosões maiores, mas sobre a tensão da caçada, a dinâmica entre caçador e presa, e a inteligência superando a força bruta.
Em “A Caçada”, ele nos deu uma protagonista inesquecível, Naru (Amber Midthunder), uma guerreira Comanche que usou seu conhecimento da terra para derrotar um inimigo tecnologicamente superior. O filme foi um sucesso estrondoso, conquistando a crítica e os fãs que andavam desanimados com os rumos da saga. Agora, em Predador: Terras Selvagens, ele repete a parceria com o roteirista Patrick Aison e subverte as expectativas mais uma vez, colocando o alienígena no centro da narrativa emocional. A escolha de fazer do Yautja o herói é ousada e mostra que a franquia ainda tem muitos troféus para coletar.
Elle Fanning: De Realeza à Resistência Sintética
Ver o nome de Elle Fanning (“Super 8”, “Malévola”) no elenco de um filme do Predador pode ter pego muitos de surpresa, mas sua presença é um dos elementos mais intrigantes. Conhecida por papéis dramáticos e fantásticos, Fanning mergulha de cabeça na ficção científica hardcore interpretando não uma, mas duas personagens sintéticas: a aliada Thia e a antagonista Tessa. Essa dualidade promete adicionar uma camada de complexidade à trama, explorando temas de inteligência artificial e livre-arbítrio em meio a caçadas espaciais. A presença de androides da Weyland-Yutani também serve como um delicioso easter egg para os fãs, conectando, ainda que sutilmente, os universos de Alien e Predador.
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Onde “Terras Selvagens” se Encaixa na Linha do Tempo?
Com tantos filmes, crossovers e prequels, organizar a cronologia do Predador pode ser mais difícil do que escapar de uma armadilha Yautja. Mas calma, a gente te ajuda a se localizar. A ordem cronológica oficial da saga é a seguinte:
- Predador: A Caçada (2022): Ambientado em 1719, mostra um dos primeiros contatos dos Yautja com a Terra.
- Predador (1987): O clássico absoluto com Arnold Schwarzenegger, passado na selva em 1987.
- Predador 2 (1990): A caçada se move para a selva de pedra de Los Angeles em 1997.
- Alien vs. Predador (2004): O primeiro crossover, mostrando uma caçada ritual no presente.
- Aliens vs. Predador: Requiem (2007): A treta continua em uma pequena cidade do Colorado.
- Predadores (2010): Humanos são levados para um planeta que serve como reserva de caça para os Yautja.
- O Predador (2018): Predadores geneticamente modificados chegam à Terra nos dias atuais.
- Predador: Terras Selvagens (2025): Sendo ambientado no futuro, em um planeta distante, este filme se posiciona como o ponto mais avançado da linha do tempo até agora.
Portanto, Predador: Terras Selvagens não é uma continuação direta de “A Caçada”, mas sim um salto para o futuro, expandindo a mitologia para além do nosso planeta.
Mais que um Monstro: O Legado do Caçador Intergaláctico
Desde sua estreia em 1987, o Predador se tornou um ícone da cultura pop. Nascido de uma piada em Hollywood de que Rocky Balboa precisaria lutar contra um alienígena, o conceito evoluiu para uma das criaturas mais fascinantes do cinema. O design, criado pelo lendário Stan Winston após uma sugestão de James Cameron para as mandíbulas, é instantaneamente reconhecível.
Mas o que torna o Yautja tão especial?
- O Código de Honra: Eles não são monstros descerebrados. Os Yautja possuem um código de honra estrito: só caçam presas que consideram um desafio, poupando os desarmados, doentes ou crianças.
- Tecnologia Alienígena: Quem não acha a camuflagem óptica, o canhão de plasma e a visão de calor a coisa mais legal do mundo? Seu arsenal é uma mistura perfeita de tecnologia avançada e armas tribais primitivas.
- Um Adversário à Altura: O Predador foi criado para ser um oponente digno para o maior herói de ação dos anos 80, Arnold Schwarzenegger. E ele conseguiu, estabelecendo-se como uma força da natureza.
- Universo Expandido: A história dos Yautja foi massivamente expandida em quadrinhos, livros e games, onde já enfrentaram Batman, Superman e até o Juiz Dredd.
O sucesso do filme original de 1987 foi tão grande que ele solidificou o monstro como uma lenda, garantindo uma franquia que, mesmo com altos e baixos, continua a nos fascinar.
Conclusão: Uma Nova Era de Caça Começou
Predador: Terras Selvagens chega com a difícil missão de honrar um legado de quase quatro décadas e, ao mesmo tempo, injetar novidade na fórmula. Ao colocar um Yautja no papel principal e explorar sua cultura sob uma nova ótica, Dan Trachtenberg e sua equipe demonstram uma coragem e um respeito imenso pelo material de origem.
Sem cena pós-créditos para nos prender à cadeira, o filme confia na força de sua própria história para deixar uma impressão duradoura e a promessa de um futuro ainda mais selvagem e imprevisível para a franquia. É uma ficção científica de ação com alma, uma aventura que equilibra o espetáculo visual com uma narrativa sobre rejeição, honra e a busca por um lugar no universo.
E aí, já garantiu seu ingresso pra ver o caçador mais casca-grossa da galáxia em ação? O novo Predador: Terras Selvagens está pronto para adicionar novos troféus à sua coleção. Conta pra gente nos comentários o que você achou desta nova e ousada caçada.
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