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Stranger Things: O Futuro da Franquia e a Nova Série Animada

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Stranger Things: O Futuro da Franquia e a Nova Série Animada

Se você achou que fecharia a porta do quarto, apagaria a luz e nunca mais ouviria o sintetizador mais famoso da cultura pop, pode tirar o cavalinho da chuva (ou do Mundo Invertido). A Netflix e os Irmãos Duffer deixaram claro que o fim da saga de Eleven e companhia em Hawkins é apenas o começo de uma expansão massiva. E a grande novidade que está fazendo o radar geek apitar mais alto que um Demogorgon faminto é a confirmação de que Stranger Things vai ganhar uma série animada!

image-153-1024x576 Stranger Things: O Futuro da Franquia e a Nova Série Animada

Sim, você leu certo. Aquele universo que aprendemos a amar, com suas referências a Dungeons & Dragons, bicicletas BMX e walkie-talkies, vai ser transposto para o formato que definiu a infância de muita gente: a animação. Mas não é qualquer desenho, estamos falando de um projeto com DNA puramente nostálgico e uma equipe de peso por trás.

Prepare a sua Eggo, ajuste a frequência do rádio e venha com a gente do Telinha e Telona mergulhar fundo nessa novidade, dissecando o que foi revelado e o que podemos esperar do futuro animado de Stranger Things.

O Conceito: A Nostalgia do “Sábado de Manhã”

A informação mais suculenta que extraímos sobre essa nova empreitada vem diretamente da boca dos criadores. Matt e Ross Duffer, as mentes brilhantes por trás de todo o fenômeno, descreveram o projeto com uma frase que é música para os ouvidos de qualquer nerd criado nos anos 80 e 90: a série será feita na vibe dos “desenhos de sábado de manhã”.

Para quem é da Geração Z e talvez não pegue a referência completa, o “Saturday Morning Cartoon” era uma instituição sagrada. Era aquele momento da semana em que você acordava cedo, de pijama, com uma tigela de cereal cheia de açúcar, para assistir a He-Man, Thundercats, Caverna do Dragão e Comandos em Ação.

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A proposta de levar Stranger Things para esse estilo é simplesmente genial. A série original já é uma carta de amor aos filmes da década de 1980 — Spielberg, Carpenter, King. Agora, a franquia dá um passo lateral para homenagear a outra grande mídia daquela era. Imagine o horror cósmico do Mundo Invertido, mas com a estética vibrante, a ação exagerada e a aventura desenfreada de um clássico da Hanna-Barbera ou da Filmation. É a fusão perfeita entre a forma e o conteúdo.

Quem Está no Comando? (E Por Que Você Deve Se Empolgar)

Um projeto desse calibre não cai em mãos erradas. A Netflix escalou Eric Robles para desenvolver a produção. Se esse nome não soa familiar imediatamente, deixe-me refrescar sua memória geek. Robles é o criador de Glitch Techs (uma pérola escondida na Netflix que mistura games e caça-fantasmas) e Fanboy & Chum Chum. Ele tem uma sensibilidade incrível para ação cinética e humor, elementos que casam perfeitamente com a dinâmica de grupo que amamos em Stranger Things.

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Além dele, a animação ficará a cargo da Flying Bark Productions. Aqui a coisa fica séria. Esse estúdio australiano tem ganhado um destaque absurdo recentemente. Eles trabalharam na animação de What If…? da Marvel (entregando aquele visual cel-shaded incrível) e na série Moon Girl and Devil Dinosaur. Ou seja, visualmente, podemos esperar algo que não apenas homenageia o passado, mas que utiliza tecnologia de ponta para criar sequências de ação de cair o queixo.

Os Duffer Brothers, claro, estão atuando como produtores executivos através da sua produtora, a Upside Down Pictures, garantindo que a alma de Stranger Things permaneça intacta, mesmo mudando de meio. Shawn Levy e Dan Cohen, veteranos da franquia, também estão no time. É a “família Hawkins” reunida para garantir a qualidade.

Stranger Things Tokyo: Rumor ou Realidade?

Aqui é onde saímos do comunicado oficial e entramos no território da investigação “Sherlock Holmes Geek”. Há tempos circulam rumores fortes sobre um projeto chamado Stranger Things Tokyo. Vazamentos indicam que essa poderia ser a trama da animação ou de um outro spin-off anime.

A premissa, segundo os “bocas de sacola” da internet, giraria em torno de irmãos gêmeos amantes de videogames vivendo na periferia de Tóquio nos anos 80, que acabam encontrando um portal para o Mundo Invertido. Se conectarmos os pontos, faz todo o sentido. O Japão dos anos 80 foi o berço da revolução dos games (Nintendo, Sega), um tema recorrente na série principal (lembra do Max no fliperama?).

Se a nova série animada seguir esse caminho, seria uma expansão geográfica fascinante. Até agora, Stranger Things focou muito na América rural (Hawkins) e um pouco na Rússia e Califórnia. Ver como o Mundo Invertido afeta outras culturas, especialmente com a estética neon de Tóquio, seria um deleite visual. Além disso, o formato anime/animação permite explorar monstros e cenários que custariam milhões de dólares em CGI se fossem feitos em live-action.

O Universo Expandido: Além da TV

Não é só de animação que viverá o fã. A estratégia da Netflix é clara: transformar Stranger Things em uma marca transmidiática, estilo Star Wars ou Marvel.

Uma prova concreta disso é a peça de teatro Stranger Things: The First Shadow. A produção, que estreou no West End de Londres, serve como um prelúdio canônico para a série. A história nos leva para 1959, em Hawkins, mostrando versões jovens de Joyce Byers, Hopper e, crucialmente, Henry Creel (o futuro Vecna).

Por que isso é importante para o artigo? Porque mostra que os Duffer Brothers estão costurando uma tapeçaria complexa. A série animada não será apenas um “tapa-buraco” entre temporadas ou um produto descartável. Ela muito provavelmente conterá lore (história de fundo) essencial para entender a mitologia completa do Mundo Invertido. Assim como a peça explica a origem do mal, a animação pode explicar a abrangência global (ou interdimensional) dele.

Por Que a Animação é o Próximo Passo Lógico?

Vamos ser práticos: o elenco original cresceu. Millie Bobby Brown, Finn Wolfhard e o resto da gangue não são mais crianças jogando D&D no porão. Eles são adultos jovens, com agendas lotadas e cachês astronômicos. Manter a série principal ad aeternum é impossível logisticamente e narrativamente.

A animação resolve esse problema com elegância. Em um desenho, os personagens podem ser eternamente jovens. Podemos ter aventuras situadas entre a 1ª e a 2ª temporada, preenchendo lacunas de tempo, ou spin-offs com novos personagens sem depender da disponibilidade dos atores originais.

Além disso, a liberdade criativa é infinita. Quer mostrar um Demogorgon do tamanho de um prédio? Na animação é viável. Quer uma sequência de perseguição no teto de um trem-bala em movimento enquanto o céu se rasga em trovões vermelhos? É “fácil” de desenhar. Stranger Things sempre flertou com o fantástico, mas a animação permite abraçá-lo sem as restrições do orçamento de efeitos visuais realistas.

A 5ª Temporada e o “Fim do Início”

Enquanto aguardamos a estreia da animação, não podemos esquecer o elefante na sala: a 5ª e última temporada da série principal. As gravações, que sofreram atrasos devido às greves em Hollywood, retomaram com força total. Temos confirmações de peso no elenco, como a icônica Linda Hamilton (a eterna Sarah Connor de O Exterminador do Futuro), o que reforça ainda mais a conexão da série com os ícones dos anos 80.

A promessa é de uma temporada épica, focada em Will Byers (o garoto que começou tudo ao desaparecer) e com um ritmo acelerado desde o primeiro episódio. Mas, como dissemos, o fim da 5ª temporada não é o fim da marca. É o encerramento do “Capítulo Hawkins” para abrir o “Universo Expandido”.

A série animada chega justamente para segurar a tocha. Ela tem a missão de manter o hype vivo e conquistar talvez uma nova geração de fãs que podem achar a série live-action muito assustadora, mas que embarcariam em uma aventura animada estilizada.

O Veredito do Telinha e Telona

A notícia de uma série animada de Stranger Things é a prova de que a Netflix entende a joia que tem nas mãos. Em vez de “ordenhar” a vaca até secar com sequências ruins, eles estão apostando na diversificação de formatos e na paixão dos criadores originais.

O estilo “Sábado de Manhã” é uma jogada de mestre. Ele apela para a nostalgia dos pais (que assistiam a esses desenhos) e para a sensibilidade visual dos filhos. Com Eric Robles e a Flying Bark no comando, temos a garantia técnica de que será algo visualmente deslumbrante.

Então, nerds, podem ficar tranquilos. Mesmo quando os créditos subirem no último episódio da 5ª temporada, o Mundo Invertido continuará vivo, pulsante e, agora, animado. Resta-nos agora especular: veremos Eleven em traços 2D? Teremos crossovers malucos? O universo de Stranger Things é o limite, e mal podemos esperar para ver o que vem por aí.

Fiquem ligados no Telinha e Telona para qualquer novidade, porque assim que sair um trailer, nós vamos dissecá-lo frame a frame! Câmbio e desligo.

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Apaixonado por filmes, séries e cultura pop. No Telinha e Telona, compartilho análises, curiosidades e novidades do mundo do entretenimento de forma leve e descontraída.

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