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Supergirl: Woman of Tomorrow — O Que Esperar do Filme Mais “Hardcore” do DCU?

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Supergirl: Woman of Tomorrow — O Que Esperar do Filme Mais “Hardcore” do DCU?

Esqueça tudo o que você sabe sobre a Garota de Aço. Se a sua referência é a série simpática da CW ou as animações coloridas das manhãs de sábado, prepare-se para um choque de realidade kryptoniana. James Gunn e Peter Safran estão redefinindo o universo cinematográfico da DC, e uma das joias da coroa do “Capítulo 1: Deuses e Monstros” é, sem dúvida, Supergirl: Woman of Tomorrow.

image-325-1024x577 Supergirl: Woman of Tomorrow — O Que Esperar do Filme Mais "Hardcore" do DCU?

Nós, aqui do Telinha e Telona, mergulhamos fundo nos anúncios, nas HQs e nos rumores mais quentes para trazer o guia definitivo sobre essa produção. Não estamos falando apenas de mais um filme de super-herói; estamos falando de uma odisseia espacial visualmente deslumbrante, emocionalmente brutal e que promete ser o “Bravura Indômita” das galáxias. Se o Superman é o escoteiro que nos traz esperança, em Supergirl: Woman of Tomorrow, Kara Zor-El é a sobrevivente que nos ensina sobre resiliência na base da porrada.

Então, ajeite a capa (ou a jaqueta de couro), pegue sua espada espacial e venha entender por que este filme pode ser a obra-prima que o novo DCU precisa.

A Diferença Fundamental: Superman vs. Supergirl

Para entender a alma de Supergirl: Woman of Tomorrow, precisamos primeiro dissecar a explicação do próprio James Gunn. Existe uma dicotomia fascinante entre os primos de Krypton que será o motor desta história.

Pense no Superman. Kal-El foi enviado para a Terra ainda bebê. Ele não se lembra de Krypton explodindo. Ele foi criado em uma fazenda no Kansas, por pais amorosos (os Kents), que lhe ensinaram valores, compaixão e humanidade. Ele é, em essência, um cara feliz que teve uma infância saudável, apesar de ser um alienígena superpoderoso.

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Agora, olhe para a Kara desta adaptação de Supergirl: Woman of Tomorrow. A história é outra, e é trágica.
Kara não escapou ilesa. Ela viveu em um pedaço flutuante de Krypton, Argo City, que se desprendeu do planeta durante a explosão. Durante os primeiros 14 anos de sua vida, ela não teve piqueniques no parque. Ela viu, dia após dia, todos que ela conhecia e amava morrerem de formas terríveis. Ela flutuou no vazio do espaço, cercada por cadáveres e destruição, desenvolvendo uma casca grossa para sobreviver.

Enquanto Clark Kent é o sonho americano, Kara Zor-El é o pesadelo de refugiada de guerra. Ela é “hardcore”, como o próprio Gunn descreveu. Ela é cínica, traumatizada e, francamente, está de saco cheio do universo. É essa bagagem emocional pesada que torna Supergirl: Woman of Tomorrow uma promessa tão interessante: não é sobre salvar o mundo porque é a coisa certa a fazer; é sobre encontrar um propósito quando você já perdeu tudo.

A Trama: True Grit no Espaço Sideral

A base do roteiro, escrito por Ana Nogueira, é a minissérie de quadrinhos homônima escrita por Tom King (um ex-agente da CIA que virou um dos melhores roteiristas da atualidade) e desenhada pela incrivelmente talentosa brasileira Bilquis Evely.

A história de Supergirl: Woman of Tomorrow começa de um jeito totalmente anti-herói. Kara completa 21 anos. E o que uma jovem kryptoniana quer fazer no seu aniversário de 21 anos? Ficar bêbada, é claro. Mas como o sol amarelo da Terra a impede de sentir os efeitos do álcool, ela viaja para um planeta com um sol vermelho — que anula seus poderes — apenas para poder entornar o copo em paz e esquecer seus traumas.

É nesse cenário deprimente que a trama engata. Kara conhece Ruthye, uma jovem alienígena que carrega uma espada e uma missão: vingar a morte de seu pai, assassinado pelo vilão Krem. Ruthye quer contratar alguém durão para caçar o assassino, e ela vê em Kara a candidata perfeita.

O que se segue em Supergirl: Woman of Tomorrow é uma estrutura clássica de Western, muito comparada ao filme Bravura Indômita (True Grit). Temos a jovem inocente buscando vingança (Ruthye/Mattie Ross) e o herói relutante, cínico e “quebrado” (Kara/Rooster Cogburn), embarcando em uma jornada perigosa através de paisagens inóspitas. Só que, em vez do Velho Oeste, temos planetas psicodélicos, dragões espaciais e tecnologia alienígena.

Pontos-chave da narrativa:

  1. A Jornada do Herói (Relutante): Kara não quer ser babá e não quer ser heroína. Ela é arrastada para a missão, o que gera uma dinâmica de “dupla improvável” deliciosa entre ela e Ruthye.
  2. Krem das Colinas Amarelas: O vilão não é um conquistador de mundos genérico. Ele é um assassino cruel e pessoal, o que torna o conflito muito mais íntimo e visceral.
  3. Sem Poderes (Às vezes): O uso do sol vermelho e de situações onde Kara não é invulnerável adiciona uma camada de tensão real. Ela tem que usar sua astúcia e habilidades de combate, não apenas sua visão de calor.

O Toque Brasileiro e Visual Psicodélico

Não podemos falar de Supergirl: Woman of Tomorrow sem exaltar o orgulho nacional: Bilquis Evely. A arte dela na HQ original não é apenas “bonita”; ela é parte integrante da narrativa. Bilquis trouxe uma estética de fantasia clássica, misturando Flash Gordon com Senhor dos Anéis no espaço.

As expectativas para o filme são altíssimas nesse quesito. James Gunn já declarou que a arte de Bilquis é uma das principais inspirações visuais para o projeto. Isso significa que não devemos esperar aqueles corredores cinzas de naves espaciais genéricas. Esperem cores vibrantes, criaturas com designs oníricos, paisagens que parecem pinturas a óleo e uma textura visual que diferencia Supergirl: Woman of Tomorrow de qualquer outro filme da Marvel ou DC.

Se o diretor Craig Gillespie (falaremos dele a seguir) conseguir traduzir 10% da visão de Bilquis para a tela grande, teremos um dos filmes mais bonitos da década.

O Elenco e a Direção: A Escolha Perfeita

A escalação de Milly Alcock para o papel principal em Supergirl: Woman of Tomorrow foi um acerto de mestre. Quem assistiu House of the Dragon sabe que Milly tem exatamente a energia necessária: ela consegue transmitir uma realeza antiga misturada com uma rebeldia punk. Ela tem o olhar de quem já viu dragões (literalmente) e não se impressiona fácil.

Milly traz essa aura de “velha alma em corpo jovem” que é essencial para uma personagem que viu seu mundo morrer. Ela não precisa ser fisicamente imponente como o Henry Cavill; sua força vem da intensidade. E, convenhamos, vê-la voando e descendo a porrada em alienígenas vai ser espetacular.

Na cadeira de diretor, temos Craig Gillespie. Se você viu Eu, Tonya ou Cruella, sabe que ele é especialista em:

  • Protagonistas femininas complexas e moralmente ambíguas.
  • Estilo visual marcante e dinâmico.
  • Trilhas sonoras matadoras.
  • Misturar humor ácido com drama pesado.

Essa combinação de Gillespie na direção com o roteiro de Nogueira sugere que Supergirl: Woman of Tomorrow terá personalidade de sobra. Não será um filme “seguro”. Será um filme com arestas, com atitude e, esperamos, com muito estilo.

Além de Milly, o elenco conta com Matthias Schoenaerts (de The Old Guard) como o vilão Krem, trazendo um peso dramático e ameaçador para o antagonista.

Krypto: O Fator “Aww” (e Caos)

Sim, teremos o supercão! Em Supergirl: Woman of Tomorrow, a presença de Krypto é confirmada e crucial. Mas não espere apenas um alívio cômico fofinho. Na HQ, Krypto é o último elo de Kara com sua infância e sua família. Ele é leal, feroz e, em muitos momentos, a âncora emocional que impede Kara de perder a cabeça completamente.

image-331-819x1024 Supergirl: Woman of Tomorrow — O Que Esperar do Filme Mais "Hardcore" do DCU?

A dinâmica entre uma Supergirl traumatizada e seu cachorro superpoderoso adiciona um coração pulsante à história. E, claro, ver um cachorro voando no cinema com orçamento de blockbuster é o tipo de magia que só os filmes de quadrinhos podem proporcionar. Krypto em Supergirl: Woman of Tomorrow promete roubar a cena.

O Impacto no Universo DC (DCU)

Supergirl: Woman of Tomorrow não é apenas uma aventura isolada; é uma peça chave no quebra-cabeça de James Gunn. Com data de estreia prevista para 26 de junho de 2026, o filme chegará quase um ano após Superman (2025).

Isso estabelece um contraste intencional. Primeiro, Gunn nos dará a esperança com o Superman de David Corenswet. Em seguida, ele nos levará para as trincheiras do espaço com a Supergirl de Milly Alcock. Essa dualidade enriquece o mito kryptoniano. Mostra que ser um “Super” não é apenas sobre os poderes, mas sobre como sua história molda quem você é.

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Além disso, o sucesso de uma adaptação tão fiel a uma HQ recente e conceitual como Supergirl: Woman of Tomorrow pode abrir portas para que a DC arrisque mais em histórias de “gênero” dentro do universo de super-heróis. Espere ver elementos que conectarão Kara a outros cantos cósmicos da DC, talvez até aos Lanternas Verdes (série Lanterns) ou ao Lobo (que sempre é um rumor forte quando se fala em espaço na DC).

Conclusão: Por Que o Hype é Real?

Nós do Telinha e Telona já vimos muitas promessas em filmes de heróis, mas Supergirl: Woman of Tomorrow tem um sabor diferente. Ele tem uma equipe criativa que entende que “sombrio” não significa apenas fotografia escura, mas sim peso emocional. Ele tem uma base visual (graças a Bilquis Evely) que é pura arte. E tem uma protagonista que subverte a expectativa da “prima perfeita do Superman”.

É uma história sobre luto, vingança e a difícil jornada para encontrar a luz quando você viveu na escuridão por tanto tempo. Se Superman vai nos fazer acreditar que um homem pode voar, Supergirl: Woman of Tomorrow vai nos mostrar o que acontece quando esse voo é a única coisa que te resta.


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Apaixonado por filmes, séries e cultura pop. No Telinha e Telona, compartilho análises, curiosidades e novidades do mundo do entretenimento de forma leve e descontraída.

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