Wicked Parte 2: As músicas inéditas que vão explodir sua mente!
Se você, assim como nós aqui do Telinha e Telona, passou o último ano ouvindo “Defying Gravity” no repeat e tentando alcançar aquela nota final da Elphaba no chuveiro, respire fundo. A espera acabou. Wicked Parte 2 chegou aos cinemas chutando a porta do mundo de Oz com botas de prata (sim, nada de sapatos de rubi por aqui, fã raiz!) e trazendo exatamente o que a gente precisava: mais drama, mais magia e, claro, músicas inéditas que já nasceram clássicas.

Há pouco mais de uma semana em cartaz, Wicked Parte 2 não está apenas “em exibição”; ele é o evento do momento. Com uma bilheteria de estreia esmagadora de US$ 150 milhões apenas nos Estados Unidos, o longa se firmou como a segunda maior abertura de 2025, provando que a “Wickedmania” não foi apenas uma fase. Mas, para além dos números astronômicos e dos figurinos de cair o queixo, o que está realmente fazendo o coração dos fãs bater mais forte é a trilha sonora expandida.
O lendário compositor Stephen Schwartz, o cérebro por trás das canções originais da Broadway, voltou para a prancheta. Ele sabia que não bastava apenas adaptar o Segundo Ato; era preciso elevar a narrativa cinematográfica. O resultado? Duas novas faixas poderosas, escritas especificamente para as vozes de Ariana Grande e Cynthia Erivo, que aprofundam a jornada de Glinda e Elphaba de maneiras que o palco nunca conseguiu.
Vamos mergulhar nos detalhes dessas novas composições e descobrir por que elas são essenciais para entender a conclusão épica de Wicked Parte 2.
O Retorno do Mestre Stephen Schwartz
Imagine a pressão: você criou uma das trilhas sonoras mais icônicas da história do teatro musical. Músicas como “For Good” e “As Long As You’re Mine” são sagradas para milhões de fãs. Como você ousa mexer nisso? Para Stephen Schwartz, a resposta foi “narrativa”.

Ao dividir a obra em dois filmes, o diretor Jon M. Chu e Schwartz ganharam algo que o teatro não permite: tempo. O Segundo Ato da peça original é famoso por ser frenético, correndo para amarrar as pontas soltas. No cinema, Wicked Parte 2 respira. E nesse respiro, Schwartz encontrou espaço para dar voz aos conflitos internos que antes ficavam subentendidos. As novas músicas não são apenas “tapa-buracos” para concorrer ao Oscar (embora, vamos ser sinceros, a estatueta já está praticamente com o nome delas gravado); elas são veículos vitais para a evolução das personagens.
“No Place Like Home”: O Hino de Resistência de Elphaba
A primeira grande novidade sonora de Wicked Parte 2 chega cedo no filme e é um soco no estômago. Interpretada por Cynthia Erivo, “No Place Like Home” é muito mais do que uma balada triste; é um manifesto político e emocional.
Na trama, Elphaba descobre que os Animais falantes de Oz — incluindo uma figura crucial do seu passado, a ursa Dulcibear, que foi sua babá — estão sendo escravizados para construir a famosa Estrada de Tijolos Amarelos. Ao encontrar um grupo tentando fugir através de túneis subterrâneos, Elphaba tenta convencê-los a ficar e lutar.

A genialidade de Schwartz aqui está na ironia. O título “No Place Like Home” é, obviamente, uma referência direta à frase mais famosa de Dorothy em O Mágico de Oz (“Não há lugar como o nosso lar”). Mas, enquanto para Dorothy a frase evoca conforto e nostalgia, para Elphaba ela carrega um peso agridoce.
- O Significado: A música questiona: como você pode amar tanto um lugar que se recusa a amar você de volta? Elphaba canta sobre a dor de ser uma pária em sua própria terra, mas recusando-se a abandoná-la nas mãos de um tirano.
- A Performance: Cynthia Erivo traz uma vulnerabilidade feroz para a faixa. Diferente da explosão de “Defying Gravity”, aqui temos uma Elphaba mais madura, cansada, mas inquebrável.
- Conexão com a Broadway: No musical, a luta pelos direitos dos Animais fica um pouco em segundo plano no Ato 2. O filme corrige isso, colocando essa motivação no centro das ações da Bruxa Má do Oeste.
Schwartz explicou em entrevistas recentes que era vital mostrar que o sacrifício final de Elphaba não é apenas por Glinda ou Fiyero, mas por Oz inteira. Ela ama sua casa o suficiente para se tornar a vilã da história, se isso significar salvá-la.
“The Girl in The Bubble”: O Despertar de Glinda
Se Elphaba é a alma da revolução, Glinda é a face da cumplicidade — até agora. A segunda música inédita, “The Girl in The Bubble”, é o momento de virada que a personagem de Ariana Grande merecia.
Posicionada como o penúltimo número musical (o famoso “11 o’clock number” da Broadway), a canção acontece quando Glinda observa, de sua torre de marfim (ou melhor, de seu quarto luxuoso na Cidade das Esmeraldas), a turba enfurecida de caçadores de bruxas se formando. Liderados por Boq (agora o Homem de Lata), eles marcham para destruir Elphaba.

É nesse momento que a ficha cai. Glinda percebe que sua vida perfeita, cheia de adoração e vestidos bufantes, é uma farsa construída sobre mentiras e opressão.
- A Metáfora da Bolha: A música brinca brilhantemente com a imagem da bolha de transporte de Glinda. Não é apenas um meio de locomoção mágica; é uma barreira que a isola da realidade brutal de Oz. A letra fala sobre a necessidade de “estourar a bolha” e encarar o mundo real, com toda a sua feiura.
- O Toque Ariana: Musicalmente, a faixa aproveita o alcance vocal angelical e a sensibilidade pop de Ariana Grande, mas com a complexidade harmônica típica de Schwartz. É uma música sobre perder a inocência e ganhar integridade.
- De “Galinda” para Glinda: Se no primeiro filme vimos a transição do nome, em Wicked Parte 2 vemos a transição da alma. Ela deixa de performar bondade para ser bondade.
Essa adição resolve uma crítica antiga dos fãs do musical: a mudança de Glinda no palco às vezes parecia repentina demais. O filme nos dá o passo a passo doloroso dessa transformação.
O Que Mais Mudou na Trilha Sonora?
Além das duas faixas totalmente novas, a equipe criativa fez ajustes cirúrgicos em clássicos existentes para que eles se encaixassem melhor na linguagem cinematográfica de Wicked Parte 2.
- Wonderful (Agora um Trio): Originalmente um dueto manipulativo entre o Mágico e Elphaba, no filme a música ganha a participação de Glinda. Isso sublinha como o Mágico tenta seduzir ambas as bruxas com suas promessas vazias, tornando a rejeição de Elphaba ainda mais poderosa em contraste com a hesitação inicial de Glinda.
- A Wicked Witch of the East: A música de Nessarose também sofreu alterações. A motivação da personagem foi atualizada para evitar tropos capacitistas. Em vez de apenas “querer andar”, a letra foca no desejo dela de sentir o amor e a liberdade que experimentou brevemente com Boq. É uma mudança sutil, mas que dá mais dignidade à irmã de Elphaba.
- A Marcha dos Caçadores de Bruxas: O tema instrumental ficou mais sombrio e militarizado, aumentando a sensação de perigo real que permeia o clímax do filme.
O Clímax Emocional: “For Good”
Claro, não poderíamos falar de Wicked Parte 2 sem mencionar o dueto que faz marmanjo chorar em posição fetal. “For Good” continua sendo o coração pulsante da obra. No entanto, com a adição das novas músicas, esse momento de despedida ganha um peso extra.
Agora, quando Glinda e Elphaba cantam que foram mudadas uma pela outra, nós vimos exatamente como e quando isso aconteceu. Vimos Elphaba lutar por seu lar em “No Place Like Home” e vimos Glinda sacrificar seu conforto em “The Girl in The Bubble”. As novas músicas servem como degraus que elevam “For Good” de uma simples despedida para a conclusão lógica de dois arcos de personagens perfeitamente construídos.
Veredito Omelete: A Trilha Sonora do Ano?
A ousadia de mexer em um clássico é sempre arriscada, mas Wicked Parte 2 prova que, às vezes, mais é realmente mais. As novas canções não competem com os clássicos; elas dialogam com eles. Elas transformam o filme em uma experiência que complementa a peça teatral, em vez de apenas copiá-la.
Com uma densidade emocional que transborda da tela e performances vocais que vão ficar para a história (sério, o Oscar de Melhor Canção Original que se prepare), a trilha de Wicked Parte 2 é um triunfo. Se você ainda não foi ao cinema, prepare os lencinhos e vá. E se já foi, a gente sabe que você já está ouvindo o álbum no repeat. Afinal, não há lugar como Oz.
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