Wicked: Parte 2 – Atuações Lendárias e um Final “Devastador” Consagram o Épico Musical
Quando a Universal e o diretor Jon M. Chu anunciaram a decisão audaciosa de dividir a adaptação do amado musical Wicked em dois filmes, a reação foi de ceticismo compreensível. Seria uma jogada artística necessária para fazer justiça à densidade da história ou um movimento cínico para dobrar a bilheteria? Era uma aposta monumental que poderia glorificar ou arruinar para sempre um dos musicais mais icônicos do século XXI.

Após a estreia da Parte 1, que estabeleceu o mundo, a amizade e o início da tragédia, a pressão sobre a conclusão tornou-se quase insuportável. E agora, as primeiras reações à Parte 2, conforme repercutido pelo Omelete, chegaram como um furacão de validação. E a mensagem é inequívoca: a aposta não apenas valeu a pena; ela redefiniu o que uma adaptação musical pode ser.
Os elogios que emergem das exibições-teste não são apenas positivos; são extáticos. Termos como “obra-prima”, “final emocionalmente devastador” e, o mais consistentemente, “atuações dignas de Oscar” para Cynthia Erivo (Elphaba) e Ariana Grande (Glinda) pintam o quadro de uma conclusão que não apenas satisfaz, mas transcende as expectativas.

As reações sugerem que a Parte 2 é onde a verdadeira genialidade da estratégia de divisão se revela, permitindo que o filme mergulhe de cabeça na escuridão, na complexidade política e no desfecho agridoce que fez de Wicked um fenômeno. Este não é apenas o final de um filme; é a culminação de uma jornada emocional, a consagração de duas atrizes no auge de seu poder e a solidificação de Wicked como um evento cinematográfico que será lembrado, de fato, para sempre.
O Poder da Performance: “Dignas de Oscar”
O fio condutor em todas as reações é a aclamação avassaladora pelas duas protagonistas. Isso é crucial, pois Wicked, em sua essência, não é sobre magia ou política; é a história de uma amizade.


- Cynthia Erivo como Elphaba: A Fúria e a Dor: Se a Parte 1 foi sobre a transformação de Elphaba de uma pária incompreendida em uma rebelde, a Parte 2 é, segundo as reações, onde ela se torna a força da natureza que conhecemos. Os elogios à atuação de Erivo sugerem que ela captura não apenas a raiva e o poder da “Bruxa Má do Oeste”, mas, mais importante, a profunda dor e o coração partido sob a pele verde. Canções icônicas como “No Good Deed”, que exigem uma proeza vocal e uma entrega emocional crua, são provavelmente os momentos destacados. A conversa sobre “digna de Oscar” indica que Erivo não está apenas cantando uma personagem; ela está a encarnando, fazendo o público sentir cada grama de sua injustiça, seu sacrifício e sua trágica nobreza.
- Ariana Grande como Glinda: A Tragédia por Trás do Sorriso: A jornada de Glinda na segunda metade da história é, de muitas maneiras, mais complexa e sutil. Ela é forçada a se tornar o rosto público de um regime corrupto, sorrindo para a multidão enquanto seu coração se parte pela amiga que foi forçada a demonizar. As reações que celebram a atuação de Grande sugerem que ela capturou perfeitamente essa dualidade. Por trás da fachada borbulhante e da voz de soprano, ela transmite a angústia, o arrependimento e a impotência de sua personagem. Canções como o reprise de “I’m Not That Girl” e o dueto final “For Good” são momentos que dependem inteiramente da química e da profundidade emocional das atrizes. A aclamação indica que Grande superou qualquer ceticismo, entregando uma performance cheia de nuances que prova que ela é muito mais do que uma estrela pop; é uma atriz de calibre imenso.
- A Química que Define a Saga: A força das atuações individuais é amplificada pela química entre elas. Wicked é, em última análise, uma história de amor entre duas amigas. As reações confirmam que a conexão entre a Elphaba de Erivo e a Glinda de Grande é o pilar emocional que sustenta todo o épico. A dor de sua separação e a beleza de sua reconciliação final são o que fará o público sair do cinema emocionalmente “devastado”.
A Vantagem da Divisão: Um Final “Devastador” e Sem Concessões
A estratégia de dois filmes permitiu a Jon M. Chu o espaço necessário para dar à segunda metade da história o peso que ela merece.
- Abraçando a Escuridão: A Parte 2 de Wicked é inerentemente mais sombria. Ela lida com propaganda política, assassinato de caráter, guerra civil e a morte de personagens importantes. Um único filme teria sido forçado a apressar ou suavizar esses temas. As reações sugerem que a Parte 2 não tem medo de mergulhar na escuridão. A descrição de um final “devastador” implica que o filme não oferece uma conclusão fácil ou açucarada. Ele honra o final agridoce do musical, onde a “vitória” é complexa e o sacrifício é imenso.
- Desenvolvimento de Personagens Secundários: Com mais tempo de tela, personagens como Fiyero (Jonathan Bailey), o Mágico (Jeff Goldblum), Madame Morrible (Michelle Yeoh) e Nessarose (Marissa Bode) têm espaço para respirar e ter seus arcos totalmente desenvolvidos. A trágica transformação de Fiyero no Espantalho e a de Boq no Homem de Lata são momentos cruciais que um filme condensado poderia ter sacrificado. As reações positivas indicam que esses arcos recebem a atenção devida, enriquecendo o mundo e a tragédia geral.
- O Espetáculo a Serviço da História: Enquanto a Parte 1 nos deslumbrou com a construção do mundo, a Parte 2 parece usar seu espetáculo visual para fins mais sombrios. A “caça às bruxas”, a tomada de poder do Mágico e as batalhas que se seguem são oportunidades para sequências visualmente impressionantes que não são apenas bonitas, mas que servem para aumentar a tensão e o pavor. O “espetáculo épico” mencionado nas reações não é apenas sobre cenários, mas sobre a escala da tragédia.
Conclusão: Um Triunfo que Desafia a Gravidade
As primeiras reações a Wicked: Parte 2 são a validação final da visão de Jon M. Chu. Elas confirmam que a decisão de dividir a história não foi uma manobra comercial, mas um ato de reverência ao material original, uma escolha que permitiu que a história e seus personagens atingissem seu potencial máximo. A promessa não é apenas a de um grande musical, mas a de um épico cinematográfico completo, uma saga sobre amizade, poder e propaganda que ressoa profundamente com nosso tempo.

A conversa sobre performances “dignas de Oscar” para Cynthia Erivo e Ariana Grande eleva o filme para além do gênero musical e o coloca na conversa das grandes obras cinematográficas do ano. Elas não estão apenas recriando papéis icônicos; estão os redefinindo para uma nova geração. O público não irá ao cinema apenas para ouvir canções que ama, mas para testemunhar atuações que serão discutidas por anos.

No final, a história de Wicked é sobre duas mulheres que mudaram uma à outra “para sempre”. As reações à Parte 2 sugerem que o filme, como um todo, fará o mesmo com o público. A promessa de um final “devastador” é a promessa de uma experiência emocionalmente ressonante e inesquecível. A aposta de dois filmes foi arriscada, mas parece que Jon M. Chu e sua equipe conseguiram o impossível: eles não apenas adaptaram Wicked; eles o elevaram, criando um evento cinematográfico que, como Elphaba em seu clímax, está verdadeiramente desafiando a gravidade.
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