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Stranger Things: histórias de 85: A Animação Vale a Pena?

Stranger Things: histórias de 85: A Animação Vale a Pena?

E aí, nerds do Mundo Invertido! Se vocês acharam que a poeira cósmica e os esporos radioativos tinham baixado de vez depois daquele final mega divisivo da quinta temporada em dezembro de 2025, acharam errado! Pouco mais de quatro meses após nos despedirmos do formato live-action, a Netflix nos joga de volta no DeLorean rumo a Hawkins, Indiana. A nova série animada Stranger Things: histórias de 85 chegou ao catálogo prometendo resgatar aquela magia nostálgica das primeiras temporadas, misturando monstros, passeios de bicicleta e muito gelo.

Mas será que essa viagem no tempo em formato de desenho animado realmente funciona? Ou é apenas a gigante do streaming tentando espremer as últimas gotas do seu maior sucesso? Preparem seus walkie-talkies, abasteçam os dados de RPG e venham com a gente debater tudo o que Stranger Things: histórias de 85 tem de bom, de ruim e de absolutamente bizarro.


A Trama de Stranger Things: histórias de 85: De Volta a Hawkins

Para situar a galera na cronologia oficial (o famoso canon), Stranger Things: histórias de 85 se passa exatamente no inverno de 1985, encaixando-se no espaço em branco entre a segunda temporada (aquela do Baile de Inverno) e a terceira temporada (a saga do Starcourt Mall). Com o portal teoricamente fechado por Eleven, a cidade está coberta de neve e os garotos acham que finalmente terão uma folga para jogar Dungeons & Dragons em paz. Doce ilusão.

A paz dura menos que a bateria de um rádio amador. Logo, resquícios do Mundo Invertido começam a causar estragos na cidade. A série nos apresenta a ameaças com uma pegada quase “filme B” dos anos 80, incluindo:

  • Tubarões de neve: Criaturas aterrorizantes que navegam por debaixo da neve de Hawkins como se estivessem no oceano.
  • Abóboras zumbis e esporos: Uma ameaça botânica bizarra controlada por uma mente de colmeia.
  • O festival de inverno: O cenário perfeito (e caótico) para batalhas épicas cheias de luzes de neon.

O enredo de Stranger Things: histórias de 85 tenta emular aquela velha sensação de “crianças contra o mundo” que nos fez amar a série lá em 2016. É uma premissa clássica, mas que carrega o peso de ser uma história cujos sobreviventes nós já conhecemos.


O Veredito da Crítica sobre Stranger Things: histórias de 85

image-1-1024x575 Stranger Things: histórias de 85: A Animação Vale a Pena?

No momento desta escrita, Stranger Things: histórias de 85 ostenta uma aprovação de 75% no Rotten Tomatoes. É um número sólido? Sim. Mas, se compararmos com a média de 90% da série original, fica claro que a magia não atingiu todo mundo da mesma forma.

A comunidade crítica está dividida. De um lado, temos o suspiro de alívio. Jonathon Wilson, do Ready Steady Cut, aponta que a série tenta “recapturar aquele espírito mais inocente e discreto; é nostálgica por uma série que já era sobre nostalgia.” Para muitos fãs que ficaram com um gosto amargo após o final pesado da série-mãe, essa animação funciona como um abraço quentinho.

Por outro lado, o maior obstáculo de Stranger Things: histórias de 85 é a infame Plot Armor (armadura de roteiro). Como a história é um prelúdio, nós sabemos quem sobrevive. Tim McClelland, do MovieWeb, cravou que há uma “falta de tensão e verdadeiro mistério”. Tara Bennett, da IGN, fez coro dizendo que “as apostas são meio sem graça”. Por mais que as sequências de ação sejam um deleite visual, a sensação de que o grupo corre perigo real é quase nula. Ninguém vai morrer no inverno se já os vimos inteiros no verão da terceira temporada, certo?


Os Poderes da Eleven em Stranger Things: histórias de 85

Outro ponto que tem deixado os geeks de cabelo em pé é a continuidade dos poderes da nossa querida El. Na série principal, vimos Eleven crescer e entender suas habilidades aos trancos e barrancos. No entanto, o crítico Brian Tallerico notou uma inconsistência: a representação física da heroína em Stranger Things: histórias de 85 levanta debates. Segundo ele, “os roteiristas não conseguem descobrir onde Eleven está no espectro de seus poderes, transformando-a praticamente em uma Jedi”. Para uma garota que ainda deveria estar assustada e inexperiente nessa fase da linha do tempo, vê-la tão poderosa tão cedo soa um pouco estranho para os puristas do lore.


Os Bastidores de Stranger Things: histórias de 85: O Que Ninguém Te Contou

Se você acha que o roteiro é tudo o que há para se discutir, segura essa! Durante nossas pesquisas nas profundezas da web (sem precisar de um portal do Mundo Invertido), descobrimos detalhes suculentos sobre a produção.

Para começar, a produção de Stranger Things: histórias de 85 ficou nas mãos do showrunner Eric Robles, com animação da Flying Bark Productions. A ideia dos Irmãos Duffer era clara: criar algo que lembrasse os clássicos desenhos matinais de sábado dos anos 80, como Scooby-Doo, mas com o orçamento polpudo do streaming.

Além disso, Stranger Things: histórias de 85 tomou uma decisão ousada no elenco: ninguém da série original voltou para dublar seus personagens! Para refletir as idades mais jovens dos protagonistas (e provavelmente por questões de agenda dos astros de Hollywood), a Netflix trouxe um elenco de vozes fresquinho. Temos Brooklyn Davey Norstedt como Eleven, Luca Diaz como Mike, Braxton Quinney como Dustin, Jolie Hoang-Rappaport como Max, Benjamin Plessala como Will e Elisha Williams como Lucas. E os adultos? Brett Gipson assumiu o resmungão Hopper, enquanto Jeremy Jordan dá voz ao queridinho Steve Harrington.


Quem é Nikki Baxter em Stranger Things: histórias de 85?

Mas a maior contribuição de Stranger Things: histórias de 85 para a mitologia da franquia atende pelo nome de Nikki Baxter. Esqueça os personagens que você já conhece: Nikki (dublada de forma brilhante por Odessa A’zion) é a novata de Hawkins.

image Stranger Things: histórias de 85: A Animação Vale a Pena?

Visualmente, ela é impossível de ignorar: alta, forte e com um moicano rosa super estiloso. Se o grupo jogasse RPG com ela (e eles jogam!), Nikki seria a classe “Bárbara”, servindo como a força bruta e protetora do esquadrão. Ela se muda para a cidade porque sua mãe, Anna Baxter (dublada pelo ícone geek Janeane Garofalo), assume o cargo de professora de ciências substituta no lugar do lendário Sr. Clarke.

A trama de Nikki é o coração emocional da nova série. Acostumada a se mudar constantemente e não ter amigos, ela encontra em Will e no resto do grupo o acolhimento que sempre buscou. Ela e sua mãe acabam envolvidas na conspiração bizarra da cidade quando descobrimos que o novo namorado de Anna, Daniel Fischer (voz de Lou Diamond Phillips), é na verdade o “Horde Prime”, o vilão que controla as abóboras mutantes!

O grande mistério que a série deixa no ar não é sobre os monstros, mas sobre continuidade. O desfecho de Stranger Things: histórias de 85 deixa uma pulga atrás da orelha: Nikki e sua mãe decidem ficar em Hawkins para sempre, e a garota ganha até uma miniatura de D&D oficial do grupo. A pergunta que não quer calar nos fóruns do Reddit é: se ela ficou na cidade e virou uma aliada tão próxima, por que diabos Nikki Baxter nunca é mencionada nas temporadas 3, 4 ou 5? Furo de roteiro ou teremos uma explicação sombria no futuro?


Veredito Final: Para Quem é Stranger Things: histórias de 85?

Essa é a pergunta de um milhão de dólares. Ao avaliar a necessidade da obra, críticos lembraram que spin-offs de sucesso, como Better Call Saul para Breaking Bad, carregam uma urgência narrativa. Já um spin-off como Stranger Things: histórias de 85 não tem a mesma urgência. Como Alex Maidy escreveu, é “divertido, mas, no fim das contas, não obrigatório.”

Podemos dizer que Stranger Things: histórias v 85 tenta abraçar o mundo com as pernas. Como bem notou Rafael Motamayor, do AV Club, a série tenta agradar tanto aos fãs de longa data que choram de nostalgia por 2016, quanto às crianças mais novas que talvez não tenham idade para as mortes sangrentas de Vecna na série live-action. E, de fato, a censura mais leve (TV-PG) atesta isso.

No fim das contas, Stranger Things: histórias de 85 é um presente para quem quer matar as saudades do Starcourt Mall (que infelizmente não aparece aqui), dos fliperamas e daquela amizade pura do começo da saga. A animação é belíssima, as adições ao elenco como Nikki Baxter são surpreendentemente carismáticas, e a trilha sonora continua impecável.

Se você aceitar que não vai ver o mesmo nível de pânico e horror cósmico das últimas temporadas, vai se divertir muito. Faça uma maratona de fim de semana, peça uma pizza (cuidado para não ser devorado por uma abóbora zumbi) e aproveite. Afinal, qualquer desculpa para voltar a Hawkins sempre vai valer a pena para nós, fãs incuráveis do Mundo Invertido.

E você, já assistiu? Acha que Stranger Things: histórias de 85 honra o legado dos Irmãos Duffer ou é só mais do mesmo? Deixe sua opinião nos comentários e não esqueça de compartilhar este artigo com seu grupo de RPG!

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Apaixonado por filmes, séries e cultura pop. No Telinha e Telona, compartilho análises, curiosidades e novidades do mundo do entretenimento de forma leve e descontraída.

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